Existe uma Associação de Moto-Taxista em Juquitiba?

Nosso serviço de Moto-táxi existe em nossa cidade há onze anos. Levando passageiros onde os ônibus e as vans não levam, a maioria dos motoqueiros são cordiais e educados. Muitos clientes ficam amigos dos motoqueiros, só utilizando seus serviços. O preço, também, não é caro perto de outros serviços parecidos. O fato da maioria morar longe do centro em sítios é que fez esse tipo de serviço ter tanto sucesso.
É uma atividade não regulamentada, mas, com o tempo ela mesma criou suas regras e funciona muito bem. Nós nos acostumamos a esse tipo de serviço, se ele for retirado será um grande prejuízo para a população.
E é uma atividade que gera emprego em nossa cidade!
Em uma entrevista para o Jornal Agora é Sério, Gelson se diz vice-presidente da AMOTAXI, Associação dos Moto Taxistas de Juquitiba, e que solicitou ao Prefeito Ayres a Regularização do Moto Taxi de Juquitiba, ele diz estar fazendo documentação para todos os moto-taxistas da cidade, regularizando sua documentação.
Gelson acusa as duas bases (ele já trabalhou nas duas) de Moto-táxi, devidamente instaladas em Juquitiba de não se preocupar em regularizar a atividade e que o dinheiro interessa mais que a vida das pessoas, acusa também de que quando ocorre um acidente com o moto-taxista ou com o cliente as bases não dão a devida atenção.
Questionado pelo Jornal Agora é Sério, onde é o ponto da Associação o Gelson, informa que está reivindicando um espaço dentro da cidade e no momento estão próximos ao correio parados na rua.
Acusa, também, que todos os moto-taxistas não estão adequados e que não tem curso para executar este trabalho.
Após esta entrevista fomos as bases de Moto-Táxi para ouvir o que eles tinham a dizer sobre isso, a primeira a ser visitada foi a Moto-Táxi da Rodoviária, a do colete laranja, atualmente com 12 moto-taxistas.
Abraão Soares, um dos proprietários diz que ouviu a entrevista e ficou um pouco revoltado, porque essa associação não existe, ele fala que que representa os moto-taxistas e não representa nada, ele simplesmente trabalhou com a gente aqui, nós tiramos ele daqui porque estava dando problemas, aí ele reuniu outros moto-taxistas e montou um ponto na rua.
Agora ele fala que é da associação e que representa todos os moto-taxistas, isso não é verdade.
Para melhorar a classe, a gente está brigando por isso, gostaríamos de ser legalizados, nós não queremos ser clandestinos, gostaríamos de pagar impostos, já providenciamos nossos documentos que já estão na prefeitura, só está faltando um decreto para a legalização.
Nós trabalhamos em conjunto com a Polícia Militar e a Civil, nós fornecemos uma cópia do RG, Carteira de Habilitação e os documentos da Moto, daí eles tem o controle, caso ocorra algum problema, através do número do colete o Moto-taxista é identificado.
E essa história que o Gelson contou na entrevista que tem motoqueiro nosso mutilado. Não é verdade, um motoqueiro nosso, sofreu acidente e nós demos total apoio a ele e sua família e graças a Deus ele está trabalhando novamente. Não tem essa não de a gente abandonar, isso é mentira, isso não é verdade. – Afirmou Abraão indignado.


Caio proprietário do Moto-Taxi mais antigo da cidade, ao lado da antiga Banca do Carlinhos, tem 30 moto-taxistas e o colete é verde.
Sobre a entrevista do Gelson ele disse o seguinte: Ele para mim não representa a classe dos moto-taxistas e nem para os motoqueiros. Ele nem sabe o que necessita para regularizar a nossa atividade. Daqui a pouco ele vai se intitular o representante dos perueiros, dos motoristas de ônibus dos padeiros, sem ninguém saber.
Perguntado se o Gelson tinha trabalhado lá, ele disse que sim e que não foi um bom funcionário, e sobre o fato dele estar trabalhando em via pública, ele só não entende como alguém pode cobrar, sendo que não oferece um banheiro e nem água para os motoqueiros!
Pergunta-se então, onde é o endereço desta associação, quantos associados têm? Quem elegeu este senhor como vice-presidente, e quem é o presidente?
Esperamos que o prefeito Ayres, com sabedoria, tenha ouvidos, também, para os estabelecidos a mais tempo no ramo e atenda o clamor da população sofrida de Juquitiba.

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