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Aquiridos em 2021, equipamentos de endoscopia e colonoscopia do Hospital do Melhado ainda não entraram em funcionamento

Atualmente há aproximadamente 905 pacientes aguardando endoscopia e 3.781 pacientes aguardando colonoscopia

Em agosto, o vereador Marcão da Saúde (MDB) encaminhou um Requerimento à Prefeitura de Araraquara, solicitando informações sobre a existência, funcionamento e condições de uso dos equipamentos de ultrassom, endoscopia, colonoscopia e tomografia da rede municipal de saúde, especialmente no Unidade de Retaguarda e Diagnóstico do Melhado “Dr. José Roberto Poletti”.

            “O objetivo é fiscalizar a estrutura de atendimento do hospital do Melhado, especialmente no que se refere aos equipamentos essenciais para diagnóstico e acompanhamento clínico dos pacientes. A obtenção dessas informações permitirá verificar as condições de funcionamento dos aparelhos, identificar eventuais deficiências e acompanhar as medidas adotadas pelo Executivo para garantir a adequada prestação dos serviços de saúde à população”, argumentou o parlamentar no documento.

Em resposta, a secretária municipal de Saúde, Emanuelle Laurenti, informa que a Unidade de Retaguarda do Melhado possui, atualmente, dois aparelhos de ultrassonografia, um de tomografia computadorizada, um de radiografia (raio-X), um de endoscopia e um de colonoscopia.

Segundo a chefe da pasta, dos equipamentos relacionados, os dois aparelhos de ultrassonografia, o de tomografia computadorizada e o de radiografia estão em pleno funcionamento, sendo utilizados regularmente para a realização de exames e atendimento à população.

Em relação aos equipamentos de endoscopia e colonoscopia, ela explica que ambos foram adquiridos pelo Município em 2021, porém ainda não entraram em operação, uma vez que não estão reunidas, no momento, todas as condições estruturais e técnicas para completar o equipamento e disponibilizá-lo para uso. Faltam também os profissionais necessários para a realização segura e adequada dos respectivos procedimentos.

“Para a efetiva disponibilização dos serviços de endoscopia e colonoscopia, é necessária a adequação da estrutura física destinada à realização dos exames, bem como a disponibilização de equipe profissional devidamente habilitada, incluindo médico especialista em gastroenterologia com qualificação para a realização dos procedimentos, e médico anestesista, além dos demais profissionais e condições técnicas exigidos para o funcionamento adequado do serviço”, detalha, reforçando que tais providências são indispensáveis para proporcionar a segurança dos pacientes, a qualidade dos procedimentos e o cumprimento dos requisitos técnicos e assistenciais aplicáveis à prestação desses serviços.

Sem previsão

A secretária afirma que, no momento, não existe previsão para o retorno ao funcionamento dos equipamentos atualmente inoperantes, pois é necessário investimento.

Emanuelle diz que há um contrato de manutenção preventiva e corretiva do aparelho de tomografia por meio de processo licitatório por inexigibilidade com a empresa Canon Medical Systems do Brasil Ltda, com vigência até 13 de abril de 2027. Os demais aparelhos passam por análise técnica de manutenção preventiva e corretiva através das empresas Mundo Service (ultrassom) e Konica e Siemens (raio-X).

A partir do segundo semestre passarão a ser responsabilidade da Secretaria de Saúde por meio de processo licitatório.

Fila

Segundo a chefe da pasta, a fila para exames sempre existiu, pois as demandas são contínuas. “Desde dezembro de 2025 estamos em processo de licitação por credenciamento para ampliação dos exames de endoscopia e colonoscopia. Ampliamos aproximadamente mais de 160 vagas por mês.”

Segundo ela, atualmente há aproximadamente 905 pacientes aguardando endoscopia e 3.781 pacientes aguardando colonoscopia. O tempo médio de espera para exames classificados como prioritários é de, no máximo, 60 dias. Para exames classificados como eletivos, o prazo é de 9 meses para endoscopia e 41 meses para colonoscopia.

“Realizamos processo licitatório por meio de credenciamento de empresas para realização de exames, desde dezembro de 2025, ampliando as ofertas em média de 160 a 170 exames de colonoscopia por mês.”

A secretária pontua que foi contratada uma empresa para a emissão de laudos radiométricos dos equipamentos em funcionamento. “Temos todos, inclusive a fiscalização frequente da vigilância sanitária para a liberação dos atendimentos já prestados.”

Emanuelle enfatiza que as respostas foram elaboradas com base nas informações técnicas fornecidas pelos setores responsáveis, considerando os dados disponíveis até a data da resposta (8 de setembro de 2026).

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