Início Araraquara Araraquara já possui protocolo para atendimento da mpox, informa Secretaria de Saúde

Araraquara já possui protocolo para atendimento da mpox, informa Secretaria de Saúde

Pacientes com sintomas devem procurar posto de saúde e manter isolamento; grupos de risco receberam a vacinação no ano passado

Araraquara registrou um caso da doença mpox neste ano. O paciente ficou em quarentena e foi acompanhado por equipes de saúde. Nenhum outro diagnóstico da doença foi confirmado, segundo informações da Prefeitura.

            O assunto foi abordado em uma Tribuna Popular realizada na Sessão Ordinária da última terça-feira (3). Três representantes da Secretaria da Saúde – a enfermeira Fabiana do Carmo Araujo, a chefe de unidade Claudia Cuniyochi e a subsecretária da Vigilância em Saúde, Alessandra Nascimento – tranquilizaram a população e destacaram que a rede municipal de saúde está atenta à doença. “Estamos prontos para receber esses casos prováveis, classificar como suspeitos, examinar e descartar ou não”, disse Fabiana.

 Protocolos para atendimento da doença

            Em 2024, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a mpox como emergência em saúde pública. Na época, a doença havia atingido regiões além daquelas onde costumava ser encontrada.

            No mesmo ano, “o município fez um protocolo, treinou a rede básica, capacitou médicos e enfermeiros para que a gente conseguisse identificar e notificar oportunamente. Também temos um suporte de coleta de exames via estado, pelo Instituto Adolfo Lutz”, explicou Fabiana.

            Em 2025, após a redução dos casos, a OMS retirou a classificação de emergência. No início de 2026, com a confirmação de um caso na cidade, a Secretaria da Saúde adequou o protocolo que guia os atendimentos relacionados à doença.

 Transmissão, sintomas e orientações

            A mpox é causada por vírus e a transmissão ocorre por meio do contato físico prolongado com pessoas infectadas e pelo contato com objetos recentemente contaminados.

            Os principais sintomas são lesões na pele, como bolhas ou feridas, acompanhadas de febre, mal-estar, dor de cabeça e aumento dos linfonodos (ínguas). Esses sinais podem começar entre seis e 13 dias após a infecção, mas o período de incubação do vírus pode chegar a 21 dias.

            Pacientes que tenham essas reclamações devem se encaminhar aos postos de saúde da rede básica. “Essa equipe é a mais preparada para notificar e encaminhar esses casos para os nossos infectologistas, inclusive com registros fotográficos”, ressaltou Fabiana.

            Caso o diagnóstico seja confirmado, a secretaria orienta que a pessoa fique em quarentena, sem contato físico, e não compartilhe objetos com outras pessoas da casa, já que a transmissão poderá ocorrer até que as lesões na pele sequem. Além disso, deve-se manter a higiene pessoal e dos ambientes.

            O tratamento será feito por meio de medicamentos para os sintomas e acompanhamento de possíveis complicações. Assim como em casos de catapora e outras doenças que causam lesões, “temos de tomar cuidado com a pele e mucosas até as feridas cicatrizarem”, explicou Fabiana.

            “Em geral, é uma doença que tem um curso mais benigno, mais leve. Nos preocupamos com o público que está mais desprotegido. Então, teremos um olhar diferente para asilos, para a população que faz quimioterapia e para pessoas vivendo com HIV”, disse, complementando que os grupos prioritários receberam a vacinação para mpox ainda em 2025.

Como recomendações de prevenção, Fabiana destacou o isolamento e não compartilhamento de objetos pessoais com pessoas infectadas, além de higiene pessoal e dos ambientes, de modo geral.

De acordo com Fabiana, a porta de entrada dos casos deve ser a rede básica, ou seja, os postos de saúde. “Essa equipe é a mais preparada para notificar

            Prevenção

Como forma de prevenção, as profissionais recomendam o isolamento e não compartilhamento de objetos pessoais com pessoas infectadas, além de higiene pessoal e do ambiente.

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