Início Araraquara Câmara propõe Audiência Pública para discutir impactos das privatizações em São Paulo

Câmara propõe Audiência Pública para discutir impactos das privatizações em São Paulo

Debate proposto pelo vereador Alcindo Sabino (PT), em parceria com a deputada estadual Thainara Faria (PT), pretende ampliar a participação popular nas discussões sobre concessões e desestatizações no estado

Para discutir os programas de privatização e concessão de serviços públicos no Estado de São Paulo, a Câmara Municipal de Araraquara realizará, na quinta-feira (21), às 18h30, uma Audiência Pública para discutir os impactos dessas medidas na vida da população. O debate, intitulado “Infraestrutura e Combate às Privatizações no Estado de São Paulo”, foi solicitado pelo vereador Alcindo Sabino (PT), em conjunto com a deputada estadual Thainara Faria (PT), e pretende reunir autoridades, especialistas, trabalhadores, movimentos sociais e representantes da sociedade civil.

Serviços essenciais

Audiência Pública irá destacar que os recentes processos de privatização, concessão e terceirização promovidos pelo Governo do Estado têm gerado preocupação em áreas consideradas estratégicas, como saneamento, mobilidade urbana, energia, habitação, educação e infraestrutura pública. Segundo o documento, a infraestrutura pública de qualidade é fundamental para o desenvolvimento econômico, a geração de empregos e a redução das desigualdades sociais e regionais.

De acordo com o Requerimento de convocação da audiência, a proposta ressalta a necessidade de ampliar o debate democrático sobre os rumos da infraestrutura paulista, garantindo transparência, participação popular e diálogo entre o poder público, universidades, entidades técnicas e movimentos organizados. Um dos pontos centrais da discussão será o programa UniversalizaSP, que prevê a regionalização e concessão dos serviços de água e esgoto em municípios paulistas, levantando questionamentos sobre autonomia municipal, tarifas, regulação e controle social.

Impactos

No documento, o vereador alerta ainda para os possíveis impactos sociais, econômicos e urbanísticos causados pelos processos de desestatização, especialmente em cidades do interior paulista. Entre as preocupações apontadas estão os reflexos sobre trabalhadores, usuários dos serviços públicos e a capacidade de planejamento das administrações municipais diante das mudanças na gestão de serviços essenciais.

Entenda

A Audiência Pública ocorre em um contexto de intensificação do programa de desestatização do Governo do Estado de São Paulo, conduzido pela gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em 2026, o governo ampliou projetos de privatização, concessões e parcerias público-privadas, com previsão de investimentos estimados em R$ 500 bilhões até o fim do mandato, envolvendo desde empresas estatais até equipamentos públicos e sistemas de mobilidade.

Participação

Para o debate, foram convidados representantes da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Prefeitura de Araraquara, do Departamento Autônomo de Água e Esgotos (Daae), das secretarias municipais, de sindicatos e universidades. Também devem participar entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), o Metrô, a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), a Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental (FNSA) e o Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (Ondas).

Além das instituições, a Audiência Pública prevê a presença de movimentos populares, associações de bairro, coletivos em defesa dos serviços públicos, vereadores e da comunidade em geral. De acordo com Alcindo Sabino, a expectativa dos organizadores é transformar o encontro em um espaço de escuta, reflexão e construção coletiva sobre modelos de desenvolvimento que fortaleçam os serviços públicos e garantam direitos sociais à população.

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