Início Araraquara Câmara revoga lei que regulamentava instalação de anúncios luminosos

Câmara revoga lei que regulamentava instalação de anúncios luminosos

Vereadores também mantiveram parecer de inconstitucionalidade sobre projeto de incluiria dois exames de ultrassonografia para gestantes na rede pública

A Câmara aprovou em segundo turno de votação, com 11 votos favoráveis e seis contrários, o Projeto de Lei de autoria da Prefeitura que revoga a Lei Complementar nº 1.007, de 26 de junho de 2024, sobre publicidade em áreas públicas e propaganda por meio de dispositivos luminosos ou virtuais.

A legislação revogada proibia a instalação de anúncios publicitários luminosos a menos de 50 metros de semáforos, em locais em que atrapalhem o ângulo de visão dos motoristas, no entorno de rotatórias e em outras circunstâncias.

            No entendimento da Prefeitura, a aplicação da lei seria tecnicamente inviável e incompatível com o ordenamento urbanístico de Araraquara. Além disso, apresentaria “contradições internas, ausência de estudos de impacto e falta de alinhamento com o Plano Diretor e com a legislação já vigente sobre paisagem urbana”.

Na justificativa do projeto, o Executivo destaca que a norma teria gerado insegurança jurídica, dificuldades de aplicação e conflitos entre órgãos públicos, motivo pelo qual propõe sua revogação até que o tema seja reavaliado de forma participativa no processo de revisão do Plano Diretor.

            Parecer de inconstitucionalidade

            Com oito votos favoráveis e seis contrários, o Plenário também aprovou a manutenção de um parecer da Comissão de Justiça, Legislação e Redação que entendeu como inconstitucional o Projeto de Lei nº 19/2026.

            A proposta, de autoria da vereadora Fabi Virgílio (PT), determinava que a rede pública municipal de saúde realizasse um exame de ultrassonografia morfológica e uma ultrassonografia obstétrica durante o terceiro trimestre de gestação, além dos já previstos pela Lei Federal nº 14.598, de 2023.

            No entanto, o relatório da comissão argumenta que o projeto invade competências do Poder Executivo e gera despesas públicas sem apresentar previsão orçamentária.

Projetos não votados

Os vereadores decidiram adiar por um dia um projeto do vereador Guilherme Bianco (PCdoB) que propõe alterar a legislação municipal de modo a obrigar a Prefeitura a enviar por correio, com aviso de recebimento, as notificações por infrações que necessitem de aplicação de penalidades pelo Município, como notificações tributárias, urbanísticas e outras comunicações oficiais. Atualmente, a divulgação desses atos ocorre por meio de jornais oficiais e plataformas eletrônicas, segundo a justificativa do projeto

Outras duas iniciativas de Guilherme Bianco foram retiradas da pauta do dia a pedido do próprio autor.

Uma delas, também assinada por Alcindo Sabino, Fabi Virgílio, Filipa Brunelli, Maria Paula, Paulo Landim (todos do PT), Marcão da Saúde e Aluisio Boi (ambos do MDB), altera o Regimento Interno da Câmara Municipal de forma a incluir a possibilidade de realizar sessões itinerantes.

Já a segunda proposta retirada da pauta concede prioridade em procedimentos administrativos a vítimas de violência doméstica ou familiar e garante, por exemplo, o pronto acesso a políticas públicas de caráter protetivo, como a inserção em programas de moradia temporária ou definitiva e a garantia de vagas em creches e escolas para os filhos e filhas.

 Requerimentos

            Seis Requerimentos foram aprovados:

            • Moção de Apoio ao Ministério da Saúde para ampliação da vacinação preventiva contra a Mpox no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), de autoria da vereadora Filipa Brunelli.

            • Moção de Apoio à federalização das investigações do Caso Orelha, apresentada por Michel Kary (PL) e Rafael de Angeli (Republicanos).

            • Moção de Repúdio ao Projeto de Lei nº 5.942, de 2025, que cria o Serviço Nacional de Aprendizagem do Turismo (Senatur) e o Comitê Intersetorial de Investimento no Turismo, e ao Requerimento de Urgência deste projeto. O documento é de autoria de Fabi Virgílio, Alcindo Sabino, Filipa Brunelli, Maria Paula, Paulo Landim e Michel Kary.

            • Repúdio às manifestações de cunho racista dirigidas ao atleta Hugo Souza, apresentado pelos vereadores Marcelinho e João Clemente (ambos do Progressistas).

• Moção de Apoio à PEC 3/2026, que estabelece alíquota máxima de 1% para o IPVA. O documento é iniciativa de Michel Kary.

            • Moção de Apoio ao Governo Federal e ao Ministério da Saúde para a incorporação da estratégia DoxiPEP (doxiciclina como profilaxia pós-exposição) no Sistema Único de Saúde (SUS), de autoria de Filipa Brunelli.

 Tribuna Popular

            No momento reservado para a participação da população, a vice-presidenta do Conselho de Cultura, Camila Freitas Franco, falou sobre as conquistas recentes do setor de cinema em Araraquara e questionou a redução no orçamento para a realização da Mostra Wallace em 2026.

            Em uma segunda Tribuna Popular, representando a Secretaria da Saúde, Fabiana do Carmo Araujo, Claudia Cuniyochi e Alessandra Nascimento apresentaram informações sobre a doença mpox.

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