A programação do Festival Internacional de Dança de Araraquara continua nesta segunda-feira (21) com três atividades gratuitas. O dia começa com uma oficina de Medicina da Dança acompanhada de aula de balé, na Escola Municipal de Dança Iracema Nogueira. À noite, a Uniara recebe o espetáculo “Masculinidades: Byxa Drama”, de Alexandre Roiz, e uma mesa-redonda sobre etnicidade, cultura e identidade nas artes cênicas.
As ações aproximam prática corporal, criação artística e reflexão. De um lado, a atenção aos cuidados necessários para uma rotina saudável na dança. De outro, questões relacionadas a gênero, sexualidade, raça, pertencimento e produção cultural.
Medicina da Dança e prevenção de lesões – A primeira atividade será realizada das 13h30 às 16h, na Escola Municipal de Dança Iracema Nogueira. Ministrada por Larissa Guerra, a oficina apresenta uma introdução à Medicina da Dança e inclui uma aula de balé.
A Medicina da Dança reúne conhecimentos voltados à saúde e às necessidades específicas de bailarinos e outros profissionais do movimento. Durante o encontro, Larissa abordará conceitos desenvolvidos e difundidos na Alemanha pela médica Liane Simmel, uma das pioneiras da área no país.
Os participantes serão convidados a ampliar a consciência sobre o próprio corpo, conhecer estratégias de prevenção de lesões e experimentar maneiras de incorporar esses cuidados à prática cotidiana. A atividade terá duração de 150 minutos e é indicada para pessoas a partir dos 15 anos. Inscrições no local, antes do início (40 vagas).
Outras formas de pensar a masculinidade – Às 18h, a Uniara recebe “Masculinidades: Byxa Drama”, criação de Alexandre Roiz, Father Jè de Àkàrà.
O trabalho parte de uma questão central: como um homem negro e homossexual pode construir uma masculinidade que não reproduza o modelo heterossexual e cisgênero geralmente associado aos corpos negros masculinos?
Em cena, Alexandre Roiz relaciona sua trajetória, formada a partir das experiências vividas na década de 1990, com o Vogue Femme, linguagem ligada à cultura ballroom. O artista investiga outras maneiras de viver e expressar o masculino, afastando-se da violência frequentemente projetada sobre o homem negro e reconhecendo a força que o feminino oferece à construção de sua identidade.
A apresentação tem duração de 20 minutos e classificação indicativa para maiores de 14 anos.
Etnicidade, cultura e identidade – Depois do espetáculo, às 19h, o Salão Nobre da Uniara recebe a mesa-redonda “Relações entre Etnicidade, Cultura e Identidade no Território das Artes Cênicas”.
A conversa propõe uma reflexão sobre os processos de construção das identidades e as relações entre etnicidade, cultura, corpo e território. Também discutirá como os saberes e as manifestações de povos e comunidades tradicionais se relacionam com a produção contemporânea nas artes cênicas, especialmente na dança.
Participam da mesa Filipe Dama, pesquisador de identidade étnico-cultural, artista, capoeirista, integrante de povo de terreiro e secretário de Cultura, Esportes e Turismo de Peçanha, em Minas Gerais; e o professor Alexandre Campos, da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp.
Filipe Dama também é idealizador, curador e diretor artístico do Encontro de Tradições – Plataforma de Internacionalização Territorial, projeto dedicado à salvaguarda de tradições e à proteção de territórios.
A mediação será feita pela professora Gilsamara Moura, da Universidade Federal da Bahia, e por Viccy Ferrari. Com duas horas de duração, a mesa-redonda tem classificação livre.
FIDA-SE – O FIDA 2026 segue até 27 de setembro, com uma programação gratuita formada por espetáculos, performances, oficinas, debates, videodanças, encontros, sarau e festas. As atividades ocupam diferentes espaços de Araraquara e também chegam a Américo Brasiliense.
Com o tema “FIDA-SE: corpos que fiam, laços que sustentam, danças que transformam”, a 26ª edição destaca a dança como arte, profissão, área de conhecimento e instrumento de transformação social.
O festival é realizado pelo Grupo Gestus e tem curadoria de Gilsamara Moura, Maria Flor Guerreira Pataxó Txahá Xohã e Sabrina Kelly.
O Fida 2026 é uma realização do Grupo Gestus, em parceria com: Petrobras, Universidade Federal da Bahia (UFBA), UNICAMP – Instituto de Artes, UNESP Faculdade de Ciências e Letras, Instituto Federal São Paulo – Araraquara, SESI Araraquara, SESC Araraquara, SEBRAE, com apoio institucional (cessão de espaço) da Prefeitura de Araraquara (Secretaria Educação, EMD – Escola Municipal de Dança Iracema Nogueira, Secretaria de Cultura-Fundart). Ainda, apoiam o evento: Casa Pipa – Matão, Novo Hotel Municipal, Casa 14, NS Estamparia e Confecção, Corpo Rastreado, Cosmonauta – Espaço Cultural Formativo, Gibran Culinária Árabe, Gera Grill, Esquina Árabe, Beco da Laranja, Associação dos Amigos da Praça das Bandeiras, Sarau da Versa, Associação Pé Vermelho, Casa Aweté Katu e Vida Louça Porcelana.
SERVIÇO
FIDA 2026 – Festival Internacional de Dança de Araraquara
Programação de segunda-feira (21 de setembro)
13h30 às 16h: Oficina Medicina da Dança e aula de balé, com Larissa Guerra
Local: Escola Municipal de Dança Iracema Nogueira (Avenida Vicente Jerônimo Freire, 22, Vila Xavier)
Classificação: a partir dos 15 anos
18h: Espetáculo “Masculinidades: Byxa Drama”, com Alexandre Roiz, Father Jè de Àkàrà
Local: Uniara (Rua Carlos Gomes, 1338)
Classificação: a partir dos 14 anos
19h: Mesa-Redonda “Relações entre Etnicidade, Cultura e Identidade no Território das Artes Cênicas”
Participantes: Filipe Dama e Alexandre Campos; mediação: Gilsamara Moura e Viccy Ferrari
Local: Salão Nobre da Uniara (Rua Carlos Gomes, 1338)
Classificação livre
Programação gratuita
