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Falta de medicamentos atinge 23% do total oferecido na rede pública de Araraquara

Prefeitura alega que um dos fatores é a existência de débitos pendentes com cerca de 10 fornecedores

Por José Augusto Chrispim

A situação da falta de remédios na rede de saúde pública de Araraquara persiste há vários meses e tem deixado pacientes que dependem deles para se manterem saudáveis preocupados. De acordo com a Prefeitura, o desabastecimento dos medicamentos na rede pública atinge 23% do total, equivalendo a 67 medicamentos diferentes que estão em falta.

Falta persistente

Uma aposentada, de 67 anos, que é usuária da USF Dr. Gustavo de Moraes Jr., no Residencial Parque São Paulo, reclamou à reportagem sobre a falta do medicamento de uso contínuo que ela utiliza para a má circulação e que, segundo ela, está em falta desde o início do ano. “Eu utilizo o medicamento Diosmina para a má circulação e sempre peguei no posto de saúde, porém, faz três meses que não tem. Ele custa R$ 160,00 na farmácia e, para mim que ganho um salário mínimo, fica difícil comprar todo mês, sendo que ele sempre foi oferecido pelo governo. Já liguei na Ouvidoria da Prefeitura várias vezes e eles dizem que não têm previsão de quando chega o meu remédio”, disse a aposentada.

Remédio de uso contínuo

Já o aposentado Luís, de 71 anos, também declarou que está tendo dificuldade de encontrar o medicamento para diabetes Diamicron. “Eu não posso ficar sem o Diamicron senão a minha diabetes aumenta, mas, não estou encontrando no posto faz 3 meses. Ele tem um custo mensal de R$ 220,00 as duas caixas que utilizo e, para mim, fica pesado, pois tomo outros remédios que não são oferecidos na rede púbica e acabo gastando cerca de R$ 500,00 por mês com medicamentos”, relatou o aposentado.

Desabastecimento de 23%

A reportagem de O Imparcial procurou a Prefeitura que respondeu sobre a falta de medicamentos no Posto de Saúde do Parque São Paulo e também que atinge toda a rede de saúde da cidade.

Veja o que diz a Prefeitura

A Prefeitura de Araraquara, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, esclarece as reclamações sobre a falta de médicos e medicamentos na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Parque São Paulo. 

Atualmente, a unidade conta com três médicos para atendimento. No entanto, em determinados momentos, a alta demanda pode resultar em tempo de espera maior, o que pode ter gerado a percepção de falta de profissionais. 

Sobre o desabastecimento de medicamentos, o percentual de itens em falta corresponde a 23% do total, o que equivale a 67 medicamentos, distribuídos nas seguintes categorias: 12 de Psiquiatria e Neurologia, 40 da Atenção Básica, 11 de Urgência e Emergência e 4 de uso Especializado. 

A administração municipal tem enfrentado essa situação com total empenho e transparência. O problema decorre de diversos fatores, incluindo o baixo estoque de quando esta gestão assumiu a prefeitura. Além disso, muitos medicamentos aguardam a abertura de novas atas de registro de preços, dificultando compras regulares e exigindo aquisições emergenciais, que, por sua natureza, nem sempre atendem plenamente à demanda. 

Outro fator agravante é a existência de débitos pendentes com um pouco mais de 10 fornecedores, alguns responsáveis por mais de um medicamento, o que impacta diretamente nas entregas. 

Para minimizar os impactos à população, a Prefeitura tem adotado diversas medidas, como a realização de compras emergenciais, cobrança contínua de fornecedores, agilização de processos de compra e licitação, priorização da emissão de empenhos e aplicação de sanções a fornecedores em atraso. 

A Prefeitura de Araraquara reafirma seu compromisso com a saúde pública e segue trabalhando para regularizar o abastecimento de medicamentos e garantir um atendimento de qualidade à população.

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