Início Araraquara FIDA 2026 reúne espetáculos, formação e debates em dez dias de programação...

FIDA 2026 reúne espetáculos, formação e debates em dez dias de programação gratuita

Com o tema “FIDA-SE: corpos que fiam, laços que sustentam, danças que transformam”, 26ª edição do Festival Internacional de Dança de Araraquara será realizada de 18 a 27 de setembro

O Festival Internacional de Dança de Araraquara (FIDA) chega à 26ª edição com dez dias de atividades gratuitas em Araraquara e Américo Brasiliense. De 18 a 27 de setembro, o FIDA 2026 reúne espetáculos, performances, oficinas, mesas-redondas, encontros, videodanças, sarau, festa-feira e ações voltadas à infância e à juventude.
Com o tema “FIDA-SE: corpos que fiam, laços que sustentam, danças que transformam”, o festival reafirma a dança como área de conhecimento, trabalho e profissão. A programação ocupará teatros, instituições de ensino, espaços culturais, praças e outros pontos da cidade, aproximando artistas, estudantes, pesquisadores e diferentes públicos.
A imagem dos fios, das tramas e das redes orienta esta edição. O tema chama a atenção para os vínculos que mantêm artistas, projetos, instituições e iniciativas culturais em movimento. Também destaca a capacidade da dança de produzir conhecimento, preservar memórias, questionar estruturas e criar outras possibilidades de existência coletiva.
“FIDA-SE é um gesto político, poético e afetivo. É uma maneira de afirmar que a dança não é apenas entretenimento: ela produz conhecimento, gera trabalho, guarda memórias e cria formas de resistência e coexistência”, afirma a diretora artística e curadora Gilsamara Moura.
Realizado pelo Grupo Gestus, o FIDA consolidou-se, ao longo de mais de duas décadas e meia, como uma importante plataforma de criação artística, formação, intercâmbio cultural e acesso à dança. Em 2025, depois de ter seu orçamento retirado pela Prefeitura de Araraquara, o festival tornou-se independente. Desde então, sua realização passou a contar com uma rede de artistas, instituições, espaços culturais, empresas, parceiros e pessoas mobilizadas em defesa de sua continuidade.
Para Gilsamara, essa construção coletiva está no centro do FIDA 2026. “Esta edição só se torna possível porque existe uma rede disposta a fiar junto. São pessoas, artistas, instituições e espaços que oferecem trabalho, conhecimento, estrutura, recursos e presença para que o festival continue existindo”, destaca.

Curadoria reúne diferentes corpos, saberes e territórios – A curadoria do FIDA 2026 é assinada por Gilsamara Moura, Maria Flor Guerreira Pataxó Txahá Xohã e Sabrina Kelly. A seleção reúne artistas e produções locais, nacionais e internacionais, com atenção às criações indígenas, negras, insolentes, periféricas, dissidentes e LGBTQIAPN+.
Ao aproximar diferentes estéticas, saberes e experiências, o festival cria diálogos entre arte contemporânea, culturas populares, território, ancestralidade, diversidade e inclusão.
“A curadoria procura reunir diferentes corpos, poéticas, saberes e modos de existir em dança. Queremos que o festival seja um lugar onde essas experiências possam se encontrar sem apagar suas diferenças, ampliando o acesso e a possibilidade de participação”, explica Gilsamara.

Abertura no Teatro do SESI -A abertura oficial será realizada na sexta-feira, 18 de setembro, às 20h, no Teatro do SESI Araraquara, com “Cortina de Fumaça”, da PLATAFORMA23. Criado, dirigido e interpretado por Helk Pedrassi e Sofia Monteiro, o espetáculo parte da relação de um casal de mulheres para abordar formas de violência presentes no cotidiano, especialmente aquelas que se escondem sob a aparência de leveza, beleza ou inocência. Retirada de ingresso através da Plataforma Meu SESI –
www.sesisp.org.br/evento/a8aee8ad-126d-44e5-8236-58dff04193d8/cortina-de-fumaca.
No sábado (19), a programação começa com a oficina “Procedimentos para escuta, estado e afeto”, ministrada pela artista araraquarense Beatriz Borghi, na Sala de Dança do SESI, às 13h30. A atividade integra a pesquisa de seu trabalho solo “Tudo passa pelo peito” e investiga pausa, escuta interna, sensações, relações e coletividade. Inscrição aberta para interessados em geral, através da Plataforma Meu SESI –
www.sesisp.org.br/evento/ccc9adec-bfb0-4253-9931-d8009257dd9d/oficina-de-danca-procedimentos-para-escuta-estado-e-afeto.
Às 16h, o Cosmonauta – Espaço Cultural Formativo recebe uma mostra de videodanças do Festival Internacional de Dança, Vídeo e Tecnologia da Unicamp, criado em 2024 e dirigido pelo professor e pesquisador Diogo Angeli. A sessão reúne trabalhos apresentados pelo festival universitário nos últimos três anos. Entrada livre, sem necessidade de retirada de ingresso.
Ainda no sábado, das 17h às 22h, a Praça Pedro de Toledo será ocupada pela “FIDA-SE: Festa-Feira”, realizada pelas iniciativas Tocaya e Quem Garimpa Acha, com o show “Aqui tem Drag”. Às 19h, no Teatro do SESI, jovens e adultos do Núcleo de Dança SESI Araraquara apresentam processos coreográficos desenvolvidos ao longo de 2026 sob orientação de Beatriz Borghi e Caroline Deléo, com retirada de ingresso através da Plataforma Meu SESI – www.sesisp.org.br/evento/ef3dc7aa-dc1e-43fa-8ebd-c44fabda9ef0/apresentacao-nucleo-de-danca.

Dança para crianças, Vogue e criações locais – No domingo (20), às 11h, o Sesc Araraquara apresenta “Breve dança para um rio”, da Cia. Menina Fulô. Voltado também ao público infantil, o espetáculo acompanha três mulheres que dançam para revelar a presença de um rio escondido sob a terra. As crianças são convidadas a imaginar e redesenhar seus caminhos, em uma experiência que articula dança, memória e consciência ambiental. Entrada livre, sem necessidade de retirada de ingresso.
À tarde, a programação segue no Teatro Municipal. Às 17h, a Casa de Tragédia ministra a oficina “Vogue e FIDA-SE!”, uma introdução a fundamentos como poses, linhas, musicalidade e performance, com participação da Casa de Akara. Aberto para todas as pessoas, sem necessidade de ingresso.
Às 18h, o palco recebe dois trabalhos. No solo “Tudo passa pelo peito”, Beatriz Borghi investiga as memórias, sensações e emoções guardadas pelo corpo. Em seguida, “Nosso Quintal!”, com Sabrina Kelly e o músico e percussionista Wesley Servino, apresenta a trajetória de uma mulher preta em seu processo de reconhecimento cultural, fortalecimento e construção de uma prática artística ligada à ancestralidade e ao ativismo. Retirada de ingresso com uma de antecedência ao início do espetáculo.

Identidade, masculinidades e políticas culturais – Na segunda-feira (21), Larissa Guerra conduz uma atividade de Medicina da Dança acompanhada de aula de balé, das 13h30 às 16h, na Escola Municipal de Dança Iracema Nogueira. A proposta apresenta conhecimentos voltados à consciência corporal, à prevenção de lesões e à aplicação desses cuidados na rotina de quem dança. Inscrições no local, antes do início (40 vagas).
Às 18h, tem “Masculinidades: Byxa Drama”, criação de Alexandre Roiz, Father Jè de Àkàrà (MG). O trabalho discute a construção de outras masculinidades a partir da experiência de um homem negro e homossexual e de sua relação com o Vogue Femme e a cultura ballroom. Logo depois, às 19h, será realizada a mesa-redonda “Relações entre Etnicidade, Cultura e Identidade no Território das Artes Cênicas”. O encontro terá a participação do pesquisador e gestor cultural Mestre Filipe Dama como palestrante, com a participação do professor Alexandre Campos da UNESP, da professora titular Gilsamara Moura (UFBA) e mediação de Viccy Ferrari. A conversa abordará as relações entre identidade, etnicidade, corpo, território, povos tradicionais e produção cultural nas artes cênicas. A entrada livre, sem necessidade de retirada de ingresso (local a ser confirmado).
A terça-feira (22) concentra atividades formativas e artísticas em diferentes pontos da cidade. Pela manhã, a Escola Municipal de Dança recebe outra atividade de Medicina da Dança, com Larissa Guerra (inscrições no local, antes do início – 40 vagas). No Instituto Federal de Araraquara, Giovana Candido ministra “Ritmos e Saias”, oficina que aborda a saia como elemento de história, ancestralidade, resistência e expressão nas danças afro-brasileiras (aberto para o público em geral, com limite de até 40 pessoas).
Às 14h, o Sebrae Araraquara promove a palestra “Crie seu projeto cultural e criativo para editais” (inscrições: https://forms.cloud.microsoft/r/Ey3cCkd5pf ou antes do início, no local – 60 vagas); a atividade será realizada no auditório do Sebrae. Às 16h, no Instituto Federal, Sabrina Kelly e Alexandre Roiz conduzem uma oficina que aproxima Passinho Black Charme e improvisação em tempo real (inscrições no local, antes do início – 50 vagas).
A programação do dia termina às 19h, no auditório do IFSP, com “GRÃO”, da Cia. de Teatro Bela Vista. Criado com adolescentes do Assentamento Bela Vista, o espetáculo leva ao palco memórias, saberes, afetos e sonhos ligados à vida no campo, à ancestralidade e à relação com a terra. A entrada é livre, sem necessidade de retirada de ingresso.

Sarau, território e ancestralidade – Na quarta-feira (23), o Sebrae recebe, das 14h às 18h, a oficina “Crie Canvas: da ideia ao projeto cultural”, também no Auditório do Sebrae. A atividade ensina a organizar uma proposta cultural, definir público, metas e possíveis parceiros. Inscrições: https://forms.cloud.microsoft/r/u0vyirCum ou antes do início, no local (30 vagas).
Às 19h, no Sarau da Versa, o “Sarau Insolente: Liga o FIDA-SE” reúne música, literatura, poesia, dança e conversas. Participam Eliezer Santos, Carlos Fonseca, Leila Penteado, Tadeu Marcato, Alexandre Roiz, Filipe Dama, Guapo, com Horácio e Zé Gambeli, e Dani Raphael, autora de “Pé de Romã”. A noite também terá o lançamento do e-book “Quem é você na floresta?”, de Alexandre Roiz e Gilsamara Moura. Entrada livre, com retirada de ingresso pelo Sympla – www.sympla.com.br/evento/fida–festival-internacional-de-danca-araraquara-sarau-insolente/3574204.
Na quinta-feira (24), o Assentamento Bela Vista recebe o encontro “Territórios, tradições e retomadas”, às 18h. Conduzida por Filipe Dama (secretário municipal de Cultura de Peçanha – MG), a conversa aproxima gestão cultural, turismo, patrimônio, direitos humanos, igualdade racial, povos tradicionais e proteção de territórios. Entrada livre, sem necessidade de retirada de ingresso (atividade voltada para a comunidade do Assentamento).
A programação chega a Américo Brasiliense na sexta-feira (25) e no sábado (26), com a oficina “Danças ritualísticas: simbologias afro-baianas, mito pessoal e mistério do inconsciente”, ministrada por Tania Bispo (BA), às 9h, no Espaço Aya. A atividade parte de fundamentos da mitologia iorubá e das simbologias das águas doce e salgada para trabalhar corpo, memória, ancestralidade e histórias de vida (inscrições no local, antes do início – 50 vagas).

Baile, Black Charme, Vogue e Flashback – Na sexta-feira (25), às 10h, a Escola Municipal de Dança Iracema Nogueira recebe uma oficina de Black Charme e Vogue com Sabrina Kelly e Alexandre Roiz (inscrições no local, antes do início – 50 vagas). Às 15h, os dois artistas se unem a Tania Bispo no encontro “Dança, Arte e Pertencimento”, realizado exclusivamente com adolescentes da Fundação C.A.S.A.
À noite, duas atividades gratuitas ocupam espaços de convivência da cidade. Das 19h às 21h, a Praça das Bandeiras recebe a “Noite do Flash Back”, comandada pelo DJ Paulinho Mattos. Às 20h, o Beco da Laranja se transforma em pista para o “Baile-Black FIDA-SE”, com Sabrina Kelly. A proposta celebra o Samba Rock e o Passinho Black Charme como expressões de identidade, liberdade, encontro e criação coletiva.

Redes de sustentação e atração internacional – No sábado (26), além da oficina de Tania Bispo em Américo Brasiliense (inscrições no local, antes do início – 50 vagas), a programação inclui “Objetos que Dançam”, com Caroline Deléo, das 13h30 às 15h30, no SESI Araraquara. A oficina, aberta a interessados em geral, convida os participantes a explorar movimentos, emoções e memórias despertadas por diferentes objetos. Inscrição através da Plataforma do Meu SESI – www.sesisp.org.br/evento/7447d9f3-1e56-453f-b0a0-f9211f925c4e/oficina-objetos-que-dancam.
Às 14h, o Cosmonauta – Espaço Cultural Formativo recebe a mesa-redonda “Quem sustenta a dança? Redes, circulação e permanência”, com Helena Katz, Gabi Gonçalves, do Corpo Rastreado, e Sônia Sobral. O debate tratará de financiamento, circulação, políticas culturais e das redes institucionais, artísticas, afetivas e territoriais que permitem a continuidade da dança. Entrada livre, sem necessidade de retirada de ingresso.
No Sesc Araraquara, o Grupo Refinaria Teatral apresenta “Cortejo Encantado”, às 16h. A montagem reúne cantos ritualísticos, dança e referências ao toré para abordar a força dos seres encantados, seus ritos e suas relações com a vida e a cura. Entrada livre, sem necessidade de retirada de ingresso.
Às 20h, o Teatro do Sesc recebe “Kadô”, da companhia francesa Cie. à fleur de peau. Concebida por Michael Bugdahn e Denise Namura, a obra combina dança, vídeo e música. Seu título parte da pronúncia francesa da palavra “cadeau”, que significa presente ou oferenda. Os ingressos serão gratuitos, com retirada de convites a partir das 10h do dia da apresentação.

Encerramento reúne música, memória e dança – A programação do domingo (27), no Teatro Municipal, começa às 15h30, no saguão, para convidados, com uma apresentação do Grupo Coro e Osso, de Matão. Criado em 1990, o grupo pesquisa as relações entre voz, corpo e cena e apresenta no FIDA uma seleção de canções voltadas às diferentes possibilidades do canto coletivo.
Na sequência, o festival lança o programa “FIDA-SE AO FIDA”, com Gilsamara Moura e Sabrina Kelly. A iniciativa pretende reunir pessoas, empresas, instituições, parceiros e patrocinadores interessados em contribuir com recursos, serviços, espaços, ideias e outras formas de apoio à continuidade do festival.
Ainda, o saguão do Teatro Municipal também recebe uma roda de conversa com Liana Vasconcelos, bailarina clássica do Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, professora e pesquisadora. Oferecida pela Petrobras, a atividade discutirá dança, memória, história, preservação de acervos e construção de legados.
À noite, a programação é aberta ao público, com retirada de ingresso uma hora de antecedência, na bilheteria do Teatro Municipal, para “Nascida das Águas” e “Soñamos con serpientes”. Os ingressos limitados serão distribuídos por ordem de chegada. Às 19h, Tania Bispo (BA) apresenta “Nascida das Águas”, solo que parte do cruzamento entre sua experiência como dançarina e sua vivência como Ya Egbé iniciada no Ilê Axé Kalebokun. O trabalho reúne Ijexá, ancestralidade e memórias inscritas no corpo.
O encerramento terá ainda “Soñamos con serpientes”, com o Núcleo de Formados e Formandos da Escola Municipal de Dança Iracema Nogueira. Dirigido por Carlos Fonseca, o espetáculo evoca a união latino-americana diante das marcas da colonização e das ameaças contemporâneas. Ao som de encontros musicais de Milton Nascimento com artistas como Mercedes Sosa, Violeta Parra, Elis Regina e Pablo Milanés, o palco torna-se espaço de memória, luta e resistência.
A programação completa, as inscrições para as oficinas e as orientações para retirada de ingressos vem sendo divulgadas nos canais oficiais do Festival Internacional de Dança de Araraquara, no Instagram (@fidaararaquarasp) ou no site do Grupo Gestus (www.gestus.com.br).
O Fida 2026 é uma realização do Grupo Gestus, em parceria com: Petrobras, Universidade Federal da Bahia (UFBA), UNICAMP – Instituto de Artes, UNESP Faculdade de Ciências e Letras, Instituto Federal São Paulo – Araraquara, SESI Araraquara, SESC Araraquara, SEBRAE, Uniara – Universidade de Araraquara, com apoio institucional (cessão de espaço) da Prefeitura de Araraquara (Secretaria Educação, EMD – Escola Municipal de Dança Iracema Nogueira, Secretaria de Cultura-Fundart). Ainda, apoiam o evento: Coro e Osso – Matão, Casa Pipa – Matão, Novo Hotel Municipal, Casa 14, NS Estamparia e Confecção, Corpo Rastreado, Cosmonauta – Espaço Cultural Formativo, Gibran Culinária Árabe, Gera Grill, Esquina Árabe, Beco da Laranja, Associação dos Amigos da Praça das Bandeiras, Sarau da Versa, Associação Pé Vermelho, Casa Aweté Katu e Vida Louça Porcelana.

SERVIÇO:
FIDA 2026 – Festival Internacional de Dança de Araraquara (26ª edição)
Período: de 18 a 27 de setembro
Locais: Araraquara e Américo Brasiliense (SP)

Sair da versão mobile