Início Araraquara Impunidade. Quais valores?

Impunidade. Quais valores?

Artigo

Genê Catanozi

Uma sociedade é constituída de regras que tentam disciplinar as relações humanas dentro de um perímetro físico de uma cidade de um estado ou país. A cidadania deveria ser construída de cima para baixo com belíssimos exemplos a serem seguidos. A ética também deveria nortear com seus princípios filosóficos o bom andamento de uma sociedade na busca do seu bem estar e do aprimoramento do convívio entre o “Estado” e seu povo.

Por outro lado, os valores pessoais parecem que de uns tempos pra cá deixaram de ser uma uniformidade. Para alguns mais afoitos os valores pessoais são a roubalheira e que se dane o resto. E vale aquela famosa frase para os amiguinhos tudo e para os inimigos a lei acima de tudo. Para esses afoitos todo cuidado é pouco, porque são uns verdadeiros lobos em pele de cordeiro. E com certeza esqueceram que a reputação é mais importante do que o dinheiro na Suíça ou Caribe, e a integridade vale muito mais do que um dinheiro fácil/roubado do povo brasileiro.

Pessoas se assim podemos chamar, que possuem esse tipo de valores pessoais estão pouco se lixando com o resto da sociedade, seus valores são baseados no tudo ou nada e que se eu não roubar outro vai roubar no meu lugar. Para chegar nesse ponto esse tipo de gente já deixou para trás o conceito de família, de amizade verdadeira, de humildade e principalmente do bem comum. A vaidade supera tudo e todos. E para esses lobos afoitos a ocasião faz o ladrão.

E a Democracia tão falada nos dias atuais entrou em uma decadência política e social estreitando a liberdade da cidadania para a liberdade do vale tudo. É sempre bom lembrar que o filósofo grego Aristóteles se arrependeu tremendamente quando começou a ver um sistema político ficar corrompido e não poder fazer mais nada para reverte-lo. Bem que tentou, mas foi exilado pelos corruptos da época quando começou a querer implantar o “Politeísmo”, que seria a subida ao poder somente pelos mais capacitados e de um caráter ilibado. Pobre Aristóteles.

Mas, uma boa parte da sociedade ainda tenta preservar valores que garantam uma boa convivência familiar e social.

Valores éticos garantem pessoas mais conscientes, cidadãos de fato e de direito, dessa forma são preservados perfis que irão constituir uma sociedade mais igualitária e mais humanista, apesar de um sistema político mundial ser agressivo e contra a natureza humana.

Estamos carecas de saber que o poder e o dinheiro são os grandes vilões. Suas garras geram pessoas inescrupulosas principalmente onde o acesso ao poder e dinheiro fácil é conquistado sem nenhum escrúpulo. E nesse vai e vem, o homem acaba não enxergando mais nada, e geralmente os que o rodeiam se lambuzam, mesmo que seja o resto deixado no prato que ainda não comeram.

A capacidade de transformação dos afoitos é fácil de calcular através de uma estatística de observação. Quando se apropria de um bem não conquistado pelo suor de um trabalho duro e honesto a face se transforma e os olhos denunciam as falcatruas. Geralmente esse tipo de “gente” possui inúmeros bajuladores, que são capazes de vender a própria mãe.

Enquanto isso, uma parte da sociedade se desfalece e a outra tenta remar contra a maré. Alguns apelam para Deus dar um jeito, outros tentam usar a justiça dos homens, e nisso tudo, as coisas vão caminhando como se fosse um transatlântico sem rumo em meio a ondas gigantescas.

Enfim, ser ou não ser é a questão. Dentre todas as drogas ilícitas, o poder se enquadra muito bem com uma droga.

E já que ninguém nasceu de chocadeira o negócio e tentar sair da zona de conforto e botar a mão na massa.

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