A Penitenciária Dr. Sebastião Martins Silveira, em Araraquara, sediou a solenidade que celebrou os 10 anos da Jornada da Cidadania, Trabalho e Renda. O encontro reuniu o prefeito Dr. Lapena, o diretor da unidade prisional, Alexandre Ricardo Razera, além de representantes dos poderes públicos, das forças de segurança, instituições de ensino, entidades religiosas e demais parceiros envolvidos nas ações de reintegração social. O evento aconteceu na manhã desta terça-feira (18).
Criada em 2015 pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), a Jornada da Cidadania, Trabalho e Renda consolidou-se como uma das iniciativas voltadas à preparação das pessoas privadas de liberdade para a retomada da vida em sociedade.
Ao longo de dez anos, foram realizadas 1.542 Jornadas em todo o Estado de São Paulo, beneficiando mais de 1,6 milhão de pessoas, as atividades passaram a reunir, em um mesmo espaço, serviços e oportunidades relacionados à saúde, documentação, orientação jurídica, capacitação profissional, educação, cultura e empregabilidade.
Mais do que concentrar atendimentos, a proposta busca aproximar diferentes instituições da realidade do sistema prisional e fortalecer uma rede de apoio capaz de acompanhar o indivíduo também no processo de retorno ao convívio social.
Durante a solenidade, o diretor da Penitenciária de Araraquara, Alexandre Ricardo Razera, destacou o papel dos servidores e dos parceiros que contribuem diariamente para esse processo.
“Quero reconhecer o trabalho de todos os servidores da unidade e de cada instituição que acredita na possibilidade de transformação. A ressocialização não acontece de forma isolada. Ela depende de pessoas dispostas a construir oportunidades e oferecer novos caminhos. Enquanto eu estiver à frente desta unidade, as portas estarão abertas para iniciativas profissionais, educacionais, religiosas, sociais e para todos os projetos que possam contribuir efetivamente para a reintegração”, afirmou.
O prefeito Dr. Lapena também ressaltou que a reinserção social ultrapassa os limites do sistema prisional e interessa diretamente à comunidade. Em sua fala, dirigiu-se às pessoas privadas de liberdade.
“É por vocês que estamos aqui. O nosso desejo é que vocês possam retornar à sociedade, encontrar oportunidades de trabalho, reconstruir suas vidas e estar novamente próximos de suas famílias. Quando uma pessoa consegue recomeçar, toda a sociedade ganha. Por isso, precisamos fortalecer as oportunidades e acreditar que é possível construir uma trajetória diferente”, declarou.
Como parte da programação em Araraquara, o público acompanhou ainda o relato de Samuel Guimarães, ex-reeducando, que apresentou o livro Método Macabro, obra na qual compartilha aspectos de sua trajetória pessoal e do processo de reconstrução da própria vida.
O depoimento encerrou a programação reforçando uma das principais mensagens da Jornada: a reintegração social não termina com o cumprimento de uma pena. Ela envolve a construção de novas possibilidades, o acesso a direitos, a retomada de vínculos e, sobretudo, a oportunidade concreta de escrever uma história diferente.
