Por Claudio Lara Ruiz
No auge de minhas tiradas longas em mountain bike e trilhas eu sempre levava um canivete, aliás desde meninote que eu tenho esse gosto por canivetes, me inspirava o filho de Daniel Boone quando fazia suas peripécias com o canivete, imitando o pai Daniel.
Mas voltando ao assunto, era um domingo, estávamos na região de Silvânia, eu e a turma do pega três isso nos idos de 1989, quando numa esquina rural havia um sítio e plantações de laranjas Bahia. O “seu” Pedro Sampaio foi quem avistou as laranjas, estavam também o “seu” Pedro e mais uns 10 ciclistas, ali pedalando pelo singelo e bom gosto.
Eu abri a bolsinha que levava a câmera de ar, cola, remendo, espátula para pneu e não podia faltar o canivete bem amolado, que comprei numa daquelas lojas que se vende material de caça e pesca e canivetes. Sempre gostei do astral desses comércios, talvez porque emane boas endorfinas de alegria e bem estar e diversão. Saúde mental.
A turma do pedal cansada. Estávamos todos longe de casa e aquelas plantações de laranjas alheias foram o regalo para nós naquele momento resiliente. Pulamos a cerca com os canivetes e sorvemos as laranjas.
Outros mais afoitos e desavisados quiseram levar para a casa, falando de forma real: laranjas aos montes tentando levar por debaixo das camisas, um lá queimou a pele com o agrotóxico das frutas. Eu não, só chupei três no pé, muito mais rico assim consumir o necessário…e “feio é roubar e não poder carregar”, né?
O mais chato era: me empresta o seu canivete? E eu falava empresto, mas devolve! É errado afirmar que preciso de pouco na vida! Não, devemos almejar muito! Muita diversão, leveza, saúde, intimidade com a natureza e com O Criador, né? Do contrário a vida torna-se chata e pobre…e monótona e sem boas energias e sem conexão com a beleza do criador…e “cebo” nas canelas.
MOTIVADOR DE GENTE
Eu gostava e gosto de pedalar, sinto que não estou a fazer mal a ninguém com essas práticas esportivas, e sempre gostei de subidas e trilhas. Mas tinha uns patifes, melhor dizendo palermas que tinham bikes, mas não pedalavam. E diziam: Claudio posso pedalar com você?
Até aonde você vai? E eu falava até onde você aguenta? Vamos até Bueno de Andrada? E eles: não, é longe vamos até a Fonte Luminosa no DAAE (bairro nobre de Araraquara) e assim fazíamos na época, não tinha muito trânsito era tranquilo. E não levavam apetrechos nenhum, tipo câmara de ar e etc… (e quando acontecia de furar o pneu eu que consertava) com os meus materiais de reposição.
Mas hoje todos eles abandonaram o ciclismo esportivo e amador (pedalar pelo singelo bom gosto) e todos se tornaram profissionais importantes e alguns empresários bem sucedidos; porém gordos sedentários e propícios a moléstias no corpo.
CORPO CANSADO E CABEÇA BOA
Eu costumo afirmar, prefiro cansar o corpo e deixar a cabeça leve! Ou…ante ao caos geral fico com a bike e meus caminhos longos e morro acima. Entre o nada e a bike e os caminhos fico com os caminhos de bike e a bike. Além do que estou colaborando com o bom ar (oxigênio) e a mãe natureza e do planeta, não poluindo.
E no mais, no sentido material só necessito do básico. Meu caixão daqui há 30 anos não terá gavetas. Eu não tenho UNIMED não tenho plano de saúde: tenho saúde com planos ciclísticos, movo-me (Hermes O Trismegisto) …pedalando pelo singelo gosto. Não é só isso não, sabe? “Essa luz claro que é Jesus” … O Mestre é: a saúde, a paz, o equilíbrio, a prosperidade, a proteção e a cura.
Faço minha parte pedalando, me limpando energeticamente e fisicamente: E Ele faz a Dele, como bom Pai que é e sempre foi, tornando real os meus pedal’s.
Porque a terapêutica é fantástica, não preciso ser campeão de provas olímpicas e treinar e andar com os profissionais, apenas devo ir pelo singelo bom gosto (e vou). Competições até são para alguns interessantes, mas é nocivo para a alma e ao espírito: trata-se de enfeiar o seu físico (ego) tipo: (ganhei a corrida, deixei aquele para trás…. ganhei troféus e medalhas…Não são boas nutrições para a alma e o espírito) e no geral muitos profissionais destroem o próprio corpo para agradar esse ou aquele interesse com os títulos mundanos, indo ao excesso de fadigas, até usando produtos ilícitos.
Legal é ir junto (ou ir só) ser feliz, rico e saudável, apenas ir (e vou).
É o que sempre digo: PEDALA QUE PASSA QUE É LEGAL, PELO SINGELO BOM GOSTO.
Menos é mais e mais é menos: E o caminho do meio sempre será o ideal (equilíbrio).
Mas na verdade sempre pedalei só pelo singelo bom gosto, nas somas geral.
