A Prefeitura de Araraquara, por meio da Divisão de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal da Saúde, realizou no mês de maio a segunda Avaliação de Densidade Larvária (ADL) do ano. O índice registrado foi de 3,2 e coloca a cidade em estado de alerta para dengue, já que o nível considerado satisfatório pelos órgãos de saúde é inferior a 1.
A ação é executada quatro vezes ao ano e tem como objetivo monitorar a infestação do mosquito Aedes aegypti no município. Valores entre 1 e 3,9 caracterizam situação de alerta, e índices acima de 4 indicam risco de surto. No primeiro levantamento do ano, realizado em janeiro, o valor registrado foi de 6,4. Apesar da redução, o índice ainda indica risco de dengue e reforça a importância do combate aos focos do mosquito.
O levantamento é realizado por amostragem, por meio de um sistema que sorteia quadras e define a quantidade de imóveis a serem vistoriados. Em maio, foram inspecionados 2.415 imóveis.
Durante as vistorias, as equipes identificaram e eliminaram 2.348 possíveis criadouros, muitos deles com presença de água e larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Os criadouros identificados são classificados em grupos, conforme o tipo de recipiente, com destaque para aqueles com maior incidência no levantamento.
O Grupo C corresponde aos recipientes móveis e inclui baldes, recipientes de água para animais, latas, frascos, materiais plásticos, pratos e vasos de plantas, garrafas e bandejas de geladeira, entre outros. Esses itens exigem atenção frequente, pois acumulam água com facilidade.
O Grupo D refere-se aos recipientes fixos, como ralos internos e externos, calhas, piscinas, vasos sanitários e depósitos de horticultura. Por fazerem parte da estrutura do imóvel, exigem manutenção constante e cuidados redobrados para evitar o acúmulo de água.
Já o Grupo F engloba materiais inservíveis, como lonas, entulhos de construção, peças e sucatas, que podem acumular água e servir como criadouros do mosquito.
Embora pertençam a outros grupos de classificação, pneus e bromélias também se destacaram pela quantidade identificada, reforçando a necessidade de atenção especial por parte da população.
Cabe destacar que as regiões que apresentaram maior probabilidade de infestação no primeiro levantamento não registraram índices elevados nesse segundo ciclo. Esse resultado é reflexo das ações intensificadas e direcionadas nessas áreas. No entanto, outras regiões do município passaram a apresentar situação de alerta, motivo pelo qual as ações de vistoria e combate ao mosquito serão ampliadas e intensificadas nesses locais.
A Vigilância Ambiental reforça que todos os recipientes devem ser verificados regularmente. Como o ciclo de desenvolvimento do mosquito ocorre entre 7 e 10 dias, é fundamental que as intervenções sejam realizadas dentro desse período, impedindo que o mosquito atinja a fase adulta.
“A participação da população é essencial. É necessário eliminar qualquer recipiente que acumule água parada e realizar a limpeza adequada, utilizando bucha e sabão, para remover possíveis ovos aderidos às superfícies”, explica a subsecretária de Vigilância em Saúde da Prefeitura, Alessandra Cristina do Nascimento.
A Divisão de Controle de Vetores segue intensificando as ações no município e reforça que o enfrentamento às arboviroses é uma responsabilidade coletiva.
Em caso de denúncias ou informações, a população pode entrar em contato pelos telefones (16) 3303-3115 e (16) 3303-3104.
