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Motorista joga caminhão em base da PRF e diz ser protesto por Bolsonaro

Homem estava alcoolizado e dirigia em alta velocidade. Ao ser abordado pelos agentes, ele disse que havia cometido um ato “terrorista”

Um caminhoneiro bateu seu veículo intencionalmente contra contra viaturas e o posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no trecho da BR-060 (Brasília-Goiânia) que corta o Recanto das Emas, região administrativa do Distrito Federal, na madrugada desta quarta-feira (26).

O motorista, que retornava para São Paulo após uma entrega em Brasília, foi preso em flagrante. Ao ser abordado pelos agentes, ele disse que provocou o acidente “por motivações políticas”. A corporação informou que analisa junto à Polícia Federal e a inteligência de outros órgãos, “indícios que comprovariam o intento terrorista na ação”. 

“Todo [estragar todo o posto], é terrorista, fiz de propósito. É revoltante que o Estado quer perder o Bolsonaro”, disse o motorista, em vídeo flagrado pelos agentes da PRF que testemunham o acidente. O homem foi identificado como Márcio Pinheiro Saldanha, nascido em São Paulo.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi tornado réu pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), poucas horas depois. Ele e sete aliados são acusados de cinco crimes: organização criminosa, abolição violenta do Estado democrático de direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

Alcoolizado, caminhoneiro tentou subornar policiais

O caminhão trafegava em alta velocidade quando atingiu barreiras plásticas usadas para canalizar o fluxo viário, ultrapassando o bloqueio policial e avançando pelo acostamento. Sem controle, o veículo passou sobre um quebra-molas e colidiu com viaturas da PRF estacionadas em frente ao posto.

Submetido ao teste do etilômetro, foi constatado o índice de 0,95 mg/L (miligramas de álcool por litro de ar alveolar), valor quase três vezes superior ao que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) classifica como crime de trânsito. Além disso, o homem tentou subornar os policiais, oferecendo dinheiro para ser liberado.

Ele foi preso em flagrante pelos crimes de embriaguez ao volante, corrupção ativa e tentativa de homicídio, além da suspeita de terrorismo, e conduzido para a Superintendência da PF em Brasília. 

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