Genê Catanozi
Administrar envolve muitas responsabilidades e habilidades positivas sempre, e pode se tornar uma atividade extremamente estressante. A coisa pega mais ainda quando o administrador é inexperiente e enfrenta uma enxurrada de problemas e que depende de soluções de uma equipe.
Muita coisa pode interferir negativamente no trabalho, podendo sair da assertividade para a agressividade. No entanto, a habilidade do administrador tanto público como privado está necessariamente na competência de saber e reconhecer as potencialidades dos membros que compõem uma equipe.
Segundo Costa, coordenador do CRA-SP, o administrador eficiente vive em constante estado de tensão, por conta da competição, na busca de melhores resultados e muitas vezes não alcançado, e também sofre uma pressão da necessidade de atualizar sua formação. Se não houver uma maturidade emocional equilibrada com os desafios profissionais coerentes, pode gerar então uma instabilidade extremamente nefasta. Com certeza poderá perder bons membros da equipe, e sua administração sofrer um revés.
Ainda segundo Costa, muitos administradores que colocaram em risco sua capacidade administrativa, deixaram cargos importantes, inclusive de alto escalão por causa da fragilidade emocional, paralisando momentaneamente todo o processo administrativo e do objetivo final, deixando à deriva toda uma estrutura formada e bem intencionada.
Segundo Mendes, da Apsis Consultoria, diz que não há formula, mas é preciso ter sempre muita auto-critica, isso faz o administrador começar a se auto perceber o quanto más decisões ou conflitos maus administrados podem afetar o desempenho do todo, deixando em desequilíbrio as metas planejadas. Não há nada de errado reconhecer alguma tomada decisão que acarretará ineficiência e poderá provocar um mal estar entre todos os membros da equipe, reconhecer e voltar atrás é sinal de humildade, habilidade adquirida e de comprometimento com todos à sua volta. Mas, infelizmente nem todos administradores estão com a ordem do dia na cabeça.
Outro ponto importantíssimo na administração tanto pública como privada é o fator “empatia”, que deve ser essencial entre o administrador e a equipe. A empatia nem todos desenvolveram, mas aqueles que a possuem conseguem defini-la como: “A capacidade do administrador de se colocar do outro lado da mesa, com quem ele está se relacionando, para vivenciar o comportamento e as atitudes da outra pessoa da sua equipe”. Enfim, essa capacidade altamente positiva de um verdadeiro administrador se convencionou chamar de “inteligência emocional”. É uma pena que nos dias de hoje poucos possuem essa qualidade que é essencial para poder gerenciar os objetivos e planos traçados.
Também outro fator importante da postura do administrador é ser discreto na abordagem de algum problema, isso mostra ética bocal e postural. Qualquer assunto deve ser tratado diretamente com a pessoa envolvida, afinal, todos nós temos momentos difíceis e de fragilidade.
A conduta pessoal é a base para um bom administrador tanto público como privado ter um grande desempenho profissional. Quem tem atenção nisso, não convive com adversidades que possam prejudicar a sua imagem e/ou interesses. Dessa forma, consegue construir e atingir as metas necessárias para o sucesso a favor do bem comum e quem sabe da sociedade.
Mário Quintana coloca bem a ação de realização pelos desafios: “O futuro é um tempo de entusiasmo e coragem, em que todo desafio é mais um convite à luta, que a gente enfrenta com toda a disposição de tentar algo de novo, de novo e de novo”.
E já como ninguém nasceu de chocadeira o negócio é tentar sair da zona de conforto e botar a mão na massa.
