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O Dia dos Pais

Pai, biológico ou não, é aquele que não desiste de seus filhos

Célia Pires/Colaboração

A nutricionista Cristina Rodolphe conta que estava em uma praça e ficou observando um garotinho. “Deveria ter uns três aninhos. Ele corria de um lado para o outro sem supervisão direta. Sem querer julgar, mas já julgando pensei: deve ser filho de pais separados e hoje é o dia do pai ficar com ele. E o tal pai só foi se lembrar da criança quando alguém viu o menino correr para a rua movimentada e o avisar dos riscos de atropelamento que aquela criança sofria.
Cristina diz que pensou que ser pai é muito mais do que estar presente fisicamente e ensinar palavras. “É ensinar pelo exemplo, atitudes, no carinho, na presença e amor cotidiano, pois, nem sempre o tempo permite. A questão da quantidade e qualidade pesa muito. Desejei que muitos pais fossem como o meu pai Nelson, que foi nosso herói e porto seguro e, que além dos exemplos, nos deixou muita saudade”, acrescentando que uma verdade para quem é pai: não existe ex-filho! Essa frase é daqueles pais de verdade que não fogem à responsabilidade e permanecem ao lado sempre, com dificuldades ou não e deixam como legado um amor que pode e deve ser passado de geração a geração”.
Para o empresário, Elvio Lupo Júnior, o Elvinho, pai é ser um homem que dá carinho, ensinamento e amor “Alguém que está em todos os momentos da sua ‘cria’.
Ao falar sobre o saudoso pai ele se emociona. “Sua voz ainda ecoa nos meus pensamentos e acalma meu coração. “Ainda sinto o calor do seu abraço em minhas memórias. Saudades meu Pai, Elvio Lupo!”.

O dia dos pais mudou

Para o advogado, João Luiz Ultramari, infelizmente, com o passar do tempo o dia dos pais, para muitos, sofreu uma grande mudança. “Mudou muito, seja na convivência do dia a dia, em razão do trabalho, compromissos, horário escolar, local residência etc., em especial, a comemoração em família nesse dia. Eu que sou da velha guarda, tinha o meu saudoso pai, que praticamente ia ver meus filhos todos os dias, levar ou buscar na escola e passear com eles e, no Dia dos Pais (segundo domingo de agosto de cada ano), a família se reunia em sua residência, em especial com seus filhos que já eram pais”.

Hoje, segundo ele, muitas vezes e em razão das famílias dos genros e das noras, há divisão nesses dias de comemorações familiares, pois precisam atender ambos os lados, mas até o final do dia se cumprimentam. “No dia a dia, em razão de escolas e compromissos de médicos, dentistas, clubes etc. e a distância das residências, agora se reúnem apenas em aniversários, falecimentos ou por motivo de doença, onde “arrumamos” tempo para visitas e encontros”.
Mas segundo Ultramari, que é pai de Ricardo, Daniela, Andreia e Marina, o importante é não esquecer o DIA DOS PAIS”. “Sinto muito a falta do meu, de parentes e amigos”, lamenta.

Para o professor da Unesp, Carlos Alberto de Souza Costa, “ser PAI é conhecer a felicidade plena … é estar eternamente consciente de que recebeu um presente abençoado de Deus, o qual nos ensina, em cada momento da vida, o significado do amor incondicional”.

Fotos: Arquivo Pessoal

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