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PM comete erros de português em escola cívico-militar

A lei que criou o programa cívico-militar na rede estadual de ensino prevê que os agentes recebam cerca de R$ 6 mil para uma jornada de trabalho de 40 horas semanais

Um policial militar cometeu erros de português ao escrever duas palavras em uma lousa no primeiro dia de funcionamento do modelo cívico-militar na Escola Estadual Professora Luciana Damas Bezerra, em Caçapava, no interior de São Paulo, nesta segunda-feira (2).

O que aconteceu?

  • O PM e outro agente faziam uma explicação sobre os movimentos clássicos de ordem dos militares, como sentido e continência, quando o episódio aconteceu.
  • Enquanto o segundo agente falava com os estudantes, o primeiro foi à lousa para escrever o nome dos movimentos.
  • Foi quando o policial escreveu “descançar”, ao invés de “descansar”, e “continêcia” no lugar de “continência”.
  • A imagem foi flagrada por uma equipe de filmagem da TV Vanguarda, que acompanhava o início do modelo cívico-militar na escola.
  • Na cena, uma pessoa ao lado da porta parece alertar ao policial sobre os erros. Ele, então, corrige primeiro apenas a palavra “descansar”.
  • Depois de ser chamado novamente, o agente reescreve “continência”, agora com o N.

Os policiais que aparecem nas imagens atuam como monitores na escola e passaram por um processo seletivo para serem contratados. Entre as funções dos agentes estão a responsabilidade de oferecer atividades extracurriculares sobre temas como os Três Poderes.

A lei que criou o programa cívico-militar na rede estadual de ensino prevê que os agentes recebam cerca de R$ 6 mil para uma jornada de trabalho de 40 horas semanais. O valor é superior ao piso pago aos professores no estado.

episódio com os erros de português já tem sido utilizado pela oposição para criticar a implantação do modelo. A deputada estadual Mônica Seixas (PSol) publicou o vídeo do caso e disse que seguirá lutando por uma educação “livre e emancipadora”.

Secretaria da Educação relatou em nota, que “todo o conteúdo pedagógico é elaborado e aplicado pelos docentes da escola” e que os monitores estão passando “orientações sobre as atividades de disciplina e promoção de valores cívicos”

Segundo a secretaria, os PMs serão submetidos a processos semestrais de avaliação de desempenho para verificar adaptação e permanência em cada unidade escolar.

O governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) defende o modelo cívico-militar como forma de melhorar a qualidade de ensino. Na prática, no entanto, especialistas em educação dizem que não há estudos que comprovem que a militarização tem efeitos sobre a melhoria da aprendizagem.

(Informações: Site Metrópoles)

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