O presidente do Sincomercio Araraquara, Antonio Deliza, participou nesta terça-feira (12) de uma série de reuniões em Brasília (DF) ao lado de representantes da FecomercioSP e lideranças empresariais de diferentes regiões do Estado. A agenda teve como objetivo apresentar aos parlamentares preocupações do setor produtivo em relação às discussões sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.
Durante os encontros no Congresso Nacional, a comitiva levou dados técnicos sobre os possíveis reflexos econômicos da medida para negócios, empregos e pequenos empreendimentos, especialmente nos setores de Comércio e Serviços. A FecomercioSP também apresentou emendas em defesa da negociação coletiva, da segurança jurídica e de regras que respeitem as particularidades de cada segmento econômico.
Antonio Deliza ressaltou a importância da participação ativa das entidades representativas nas discussões nacionais, principalmente diante dos efeitos que alterações na legislação trabalhista podem provocar na rotina de empregadores e trabalhadores: “É fundamental que empresários e comerciantes tenham voz nessa discussão. Estamos falando de uma iniciativa que afeta diretamente a operação das empresas, principalmente dos pequenos negócios, que já convivem com custos elevados e desafios diários para manter empregos e continuar investindo”, afirmou Deliza.
A programação incluiu reuniões com o senador Laercio Oliveira, com o deputado Alencar Santana, presidente da Comissão Especial da PEC 6×1, além da participação em encontro promovido pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo.
Segundo dados apresentados pela equipe econômica da FecomercioSP, a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, poderia provocar aumento imediato de aproximadamente 10% nos custos empresariais, com impacto estimado em R$ 160 bilhões por ano na economia brasileira.
Para Deliza, a discussão precisa ocorrer com equilíbrio e responsabilidade, levando em conta as diferentes realidades do setor produtivo: “Não se trata de ser contra a modernização das relações de trabalho. O que defendemos é que qualquer alteração aconteça de forma responsável, ouvindo quem gera empregos e movimenta a economia das cidades. Em municípios como Araraquara, o comércio exerce papel essencial na geração de renda e oportunidades, principalmente para quem busca o primeiro emprego”, destacou.
A FecomercioSP avalia que alterações bruscas podem resultar em aumento dos custos operacionais, repasse aos preços, fechamento de vagas e dificuldades adicionais para micro e pequenas empresas, sobretudo em segmentos que dependem de escalas contínuas de atendimento.
Para o presidente do Sincomercio Araraquara, a mobilização em Brasília também evidencia o papel das entidades sindicais patronais na defesa dos interesses do comércio regional: “Nosso compromisso é acompanhar de perto pautas que possam afetar os empresários da nossa região. O Sincomercio está presente justamente para levar a realidade do comércio local aos espaços onde as decisões são tomadas”, concluiu.
