Início Araraquara Represa do Pinheirinho segue interditada apesar de água em padrões aceitáveis

Represa do Pinheirinho segue interditada apesar de água em padrões aceitáveis

Local precisa de outras melhorias para garantir segurança aos usuários, de acordo com resposta a Requerimento do vereador Enfermeiro Delmiran (PL)

A interdição da represa do Parque Pinheirinho, em agosto de 2025, por riscos à saúde pública, é alvo de fiscalização pelo Poder Legislativo Municipal. Segundo relatório encaminhado à Câmara em fevereiro, a água da represa está dentro dos padrões aceitáveis previstos em lei, mas o documento aponta a necessidade de diversas melhorias no local para evitar novos casos de contaminação.As informações fazem parte da resposta ao Requerimento nº 194/2026, de autoria do vereador Enfermeiro Delmiran (PL).

Relembre o caso de interdição

A interdição ocorreu após a constatação de contaminação da água por coliformes totais e Escherichia coli, conforme Certificado de Análise emitido pelo Departamento Autônomo de Água e Esgotos (Daae). A classificação de risco “Classe 2” motivou a adoção de medidas emergenciais e a abertura de apuração técnica sobre as possíveis causas da contaminação.

O que foi identificado

Entre os principais problemas estão entupimentos recorrentes na rede de esgoto próxima ao antigo prédio do Bem-Estar Animal, vazamentos em caixa de inspeção, despejo indevido de resíduos provenientes do canil na represa dos peixes e falhas na tubulação dos banheiros do palco aquático. O relatório também aponta a necessidade de substituição de aproximadamente 380 metros da rede antiga por tubulação de maior diâmetro, com custo estimado em R$ 84.298,24, além da instalação de uma caixa de decantação para retenção de resíduos sólidos.

Recomendações

Mesmo com a qualidade da água atualmente dentro dos padrões de balneabilidade (isto é, poderiam ser utilizadas para banhos), a comissão técnica recomenda a recuperação e o monitoramento das nascentes localizadas na área do parque, com recomposição de cobertura vegetal em raio mínimo de 50 metros, conforme o Código Florestal. Também foi sugerida a dragagem do sedimento da represa – processo de escavação e remoção de materiais do fundo de rios, lagos e outros corpos d’água, mediante autorização dos órgãos ambientais competentes, uma vez que não há registro de desassoreamento (retirada desses materiais) completo há mais de dez anos.

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