Início Araraquara Controle de Zoonoses alerta para caso suspeito de esporotricose em Araraquara

Controle de Zoonoses alerta para caso suspeito de esporotricose em Araraquara

Possibilidade de diagnóstico em tutora de gato infectado mobilizou equipes para busca de animais e pessoas com sintomas da doença

O Centro de Controle de Zoonoses e Sinantrópicos da Secretaria Municipal da Saúde informa que foi confirmado um caso de gato infectado por esporotricose em Araraquara, na região do Valle Verde. O animal já está em tratamento, e a tutora, após identificar sintomas que podem indicar infecção, foi encaminhada à unidade de saúde para realização de exames. As equipes da secretaria atuaram durante a última semana na busca ativa por mais gatos e pessoas com possíveis sintomas, além de oferecer orientações para moradores dos bairros próximos. Os profissionais das unidades de saúde também receberam mais informações a respeito do manejo de pacientes com suspeita da doença.

A esporotricose é um tipo de micose causada por um fungo presente na natureza, no solo, nos vegetais e na madeira. Os gatos são a principal fonte de infecção urbana, podendo transmitir para outros gatos e para os seres humanos por meio de arranhões, mordidas e secreção nasal. Eles também podem desenvolver a forma mais grave da doença.

Os sintomas mais comuns nos animais são feridas na pele que não cicatrizam, nódulos e úlceras na face, orelhas e patas, espirros e apatia. Nos seres humanos, a esporotricose se caracteriza por lesões na pele, nódulos e úlceras, normalmente nas mãos e nos braços.

Para evitar o contágio, a principal medida de prevenção é evitar que o gato tenha acesso à rua. A médica veterinária do Centro de Controle de Zoonoses e Sinantrópicos Jeniffer Martins de Mello explica que a esporotricose tem tratamento, mas o diagnóstico precoce faz toda a diferença para evitar agravamento e transmissão. “Ao perceber feridas que não cicatrizam, principalmente em gatos com acesso à rua, é fundamental procurar atendimento veterinário rapidamente e evitar contato direto com as lesões sem proteção”, destaca.

Caso o diagnóstico seja confirmado, é necessário isolar o animal. Em caso de óbito, o tutor precisa entrar em contato com o Centro de Controle de Zoonoses para que sejam feitos o descarte e os procedimentos corretos, evitando a contaminação do solo e de outras pessoas e animais. Os telefones para atendimento são: (16) 3331-3820 ou (16) 99993-8740.

A Secretaria da Saúde reforça ainda que, assim como nos animais, as pessoas que perceberem feridas na pele que não cicatrizam também devem procurar atendimento na Unidade Básica de Saúde de sua região.

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