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Navegando com a maré

Artigo

Genê Catanozi

 

Já que estamos aqui nessa vida para o que der e vier, e às vezes sentimos que o barco está sem direção, porque não deixá-lo por alguns momentos ele nos dar a direção. Que mal há nisso? Afinal, coragem é uma das forças impulsionadoras do crescimento, enquanto a paciência precisa ser exercida diariamente para que possamos colher mais para frente os melhores frutos.

Parou para pensar que os grandes navegadores precisaram enfrentar tempestades, maremotos e tantas outras dificuldades para descobrirem outros continentes. Pensando um pouco por aí, se nós pobres mortais que estamos de passagem nesta terra tivermos medo das tempestades nunca conseguiremos navegar em busca daquilo que queremos. É preciso coragem para correr riscos, e geralmente os maiores riscos estão no caminho daqueles que sonham em tornarem aquilo que sabem no que devem se tornar. Isso é uma lei divina, universal.

Nesse mundo atual em que o individualismo está dando as costas para o bem comum, o sonho e o desejo devem ser a mais poderosa arma a favor da realização dos nossos propósitos de vida.

Como disse o psiquiatra Augusto Cury: “Os sonhos transformam os miseráveis em reis, e a ausência dos sonhos transforma milionários em mendigos”. Mas viver é uma coisa engraçada, temos a capacidade de sermos tão criativos que, quando não temos nenhum problema perturbando a nossa cabeça, fazemos questão de ir em busca dos problemas, ou, tentamos inventá-los de qualquer maneira, vai entender por onde caminha essa humanidade translouquecida. Translouquecida é uma boa palavra nesse mundo que tenta ser globalizado, vale lembrar que essa palavra não aparece no dicionário do “Aurélio”, portanto foi inventada e sonhada agora.

Pensando nos grandes gênios da humanidade podemos afirmar com grande certeza que souberam a um grande custo tornar real seus sonhos, alguns até morrendo pelo sonho. Os que transformaram seus sonhos em realidade foram líderes de si mesmos primeiro, para depois liderar o mundo que os cercava, como por exemplo: “Jesus Cristo”. Eles tinham uma ambição positiva e proativa, queriam porque queriam transformar a sociedade, eram gênios natos e inconformados, tanto com os problemas sociais quanto com a ignorância mental.

Todos os grandes gênios voltados para o bem viram seus sonhos se tornarem realidade porque tinham um diferencial diferente do resto da humanidade: “Coragem”. A coragem que eles tinham jamais se apagou diante das tempestades ou das pedras pelo caminho, enfrentaram de tudo. A coragem pela vida, e o amor acima de tudo pela humanidade eram as forças que o empurravam para serem úteis. Aquele que está envolvido e olhando sempre para o seu próprio umbigo não possui raízes internas, isto é, não possui vínculos emocionais consigo próprio.

Leonardo da Vinci um dos maiores gênios que o mundo já teve disse em seus últimos dias: “É possível destruir o sonho de um ser humano quando ele sonha para si, mas é impossível destruir seu sonho quando ele sonha para os outros, a não ser que lhe tirem a vida”.

Viver é uma grande aventura, quem ficar preso num casulo com medo dos acidentes da vida, além de não eliminá-los, será sempre um frustrado por não ter colocado a mão na massa para sentir que o fracasso é que nos empurra para o sucesso, com isto não devemos jamais ter medo da rejeição, do fracasso, do ridículo, do sucesso e principalmente da vida.

E já que ninguém nasceu de chocadeira o negócio é tentar sair da zona de conforto e botar a mão na massa.

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