Por José Augusto Chrispim
O secretário municipal de Governo, Leandro Guidolin, acompanhado da secretária de Saúde, do secretário da Educação e do secretário de Finanças, anunciou em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (10), que a Prefeitura de Araraquara colocou em prática uma solução paliativa para a situação caótica que vivem as áreas de Saúde e Educação desde a última quarta-feira (9), quando os funcionários da empresa Soluções foram orientados pela administração da terceirizada a cruzarem os braços e não comparecerem aos postos de trabalho. Eles prestam serviços de limpeza e conservação em creches, CERs, escolas e unidades de saúde do município. “Trata-se, exclusivamente, de uma medida dirigida à Administração Pública, em decorrência do descumprimento de suas obrigações de pagamento”, diz trecho do comunicado enviado aos trabalhadores pela empresa.
O secretário Leandro Guidolin esclareceu que diversas tentativas de acordo foram realizadas durante todo o dia de ontem, mas, a direção da empresa esteve irredutível e não teria aceitado o pagamento de parte da dívida proposto pelo Executivo. “Nós não queremos que essa falta de funcionários leve a cidade ao colapso que é o que a empresa Soluções quer com essa atitude”, ressaltou.
Medidas paliativas
Guidolin declarou que medidas extraordinárias estão sendo tomadas pela Prefeitura para que os serviços da área da Saúde não sejam prejudicados pela falta de funcionários da terceirizada. Ele disse que duas equipes móveis estariam rodando todas as unidades de saúde desde o início do dia para que o atendimento nelas não seja afetado pela falta de trabalhadores, pois, entende que a Saúde não pode parar.
Alunos sem aulas
Com relação à área da Educação que foi a mais atingida, Guidolin declarou que as aulas devem ser totalmente restabelecidas até a próxima quarta-feira. “A gente deu o prazo até o final da tarde de hoje para a empresa Soluções determinar o retorno de seus funcionários aos postos de trabalho, caso contrário, procederemos com o cancelamento do contrato com a empresa e iniciaremos o processo de contratação de outra, que pode ser uma ou mais cooperativas. No momento, estamos montando um plano emergencial para que até amanhã a gente tenha uma volta parcial das escolas e no começo da semana que vem a gente consiga retomar a capacidade toda da rede de ensino”, disse o secretário.
Sismar prega o caos
O secretário de Governo também acusou o Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região (SISMAR) de aconselhar os servidores públicos a não ajudarem nos serviços que não forem próprios de suas funções. “Nesse momento eu quero pedir a todos os funcionários públicos de Araraquara que ajudem, pois, o maior prejudicado é a população de Araraquara. Se nós não fizermos pelo menos a nossa parte quem vai pagar é a população, se der para passar uma vassoura, se der para tirar o lixo, eu peço que todos ajudem. O sindicato prega o caos, ele joga contra a população de Araraquara quando pede para que o funcionário não ajude”, reclamou o secretário que pediu desculpas aos pais que não puderam levar seus filhos para as escolas.
O presidente do SISMAR, rebateu a fala em entrevista ao O Imparcial esclarecendo que não se pode obrigar o funcionário a desviar as suas funções pela falta de capacidade em resolver os problemas por parte da administração municipal.
Foto: O Imparcial
