Início Araraquara Secretaria esclarece sobre responsabilidade por regularização de fios pendurados em postes

Secretaria esclarece sobre responsabilidade por regularização de fios pendurados em postes

Informações foram fornecidas após questionamentos do presidente da Câmara Municipal, vereador Rafael de Angeli (Republicanos)

No início de novembro, o presidente da Câmara Municipal, vereador Rafael de Angeli (Republicanos), apresentou um Requerimento à Prefeitura, pedindo informações sobre cronograma e responsabilidades quanto à regularização dos fios de operadoras pendurados em postes.

“Diversos fios de operadoras estão caídos e pendurados em postes urbanos, frequentemente atrapalhando o trânsito de veículos e até mesmo o deslocamento de pedestres nas calçadas. Tal situação representa riscos à segurança pública, causando acidentes e prejudicando a mobilidade urbana”, argumenta o parlamentar.

No documento, Angeli pergunta se existe cronograma oficial para a regularização e manutenção dos fios de operadoras que estão pendurados ou caídos nos postes do município e qual é a responsabilidade legal atribuída à Prefeitura, às operadoras de telecomunicações e à concessionária de energia elétrica (CPFL) para a manutenção e fiscalização desses fios.

Questiona ainda como é feita a articulação entre esses órgãos e empresas para garantir a organização e segurança da infraestrutura dos postes, quais canais e procedimentos a população pode utilizar para reportar situações de fios irregulares e como é garantido o atendimento a essas demandas.

Em resposta, a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos informa que a regularização e a manutenção dos fios pertencentes às operadoras são verificadas tanto a partir de denúncias recebidas, quanto durante as ações rotineiras de fiscalização realizadas nos bairros do município. “Nesse sentido, foram realizadas algumas reuniões com o objetivo de estabelecer um cronograma para o ano de 2026, o qual ainda está em fase de elaboração. Assim que estiver concluído, será disponibilizado para conhecimento.”

Responsabilidades

Quanto às responsabilidades legais atribuídas a cada instituição, a pasta explica que à Prefeitura cabe fazer cumprir a Lei nº 8.743/2016, que disciplina o uso dos postes pela concessionária de energia elétrica.

À concessionária cabe exigir das operadoras o uso adequado de sua infraestrutura (postes, fios, entre outros), sendo responsável solidária em caso de utilização indevida por parte dessas empresas.

Já às operadoras cabe utilizar a infraestrutura de forma correta, mantendo-a devidamente conservada.

De acordo com a Secretaria, a população pode comunicar situações de irregularidade formalizando a denúncia por meio da plataforma 1Doc, abrindo um protocolo para solicitar a fiscalização do endereço indicado.

“Após o recebimento das denúncias, a Divisão de Fiscalização da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos envia um fiscal ao local, que registra a situação por meio de fotos (entre outros meios de documentação) e então a intimação é expedida à CPFL. Encerrado o prazo legal de atendimento à intimação, o fiscal retorna ao endereço. Caso o reparo não tenha sido realizado, a CPFL está sujeita à multa prevista no artigo 8º da Lei nº 8.743/2016”, detalha a pasta.

Multas

De acordo com a referida legislação, as multas para a CPFL são de 5 Unidades Fiscais Municipais (UFMs), ou seja, R$ 384,95, por cada ponto notificado, bem como por solicitação ou por denúncia que deixar de atender.

Nos casos em que não for realizada a manutenção de fios e equipamentos dentro do prazo estabelecido, a multa é de 70 UFMs – R$ 5.389,30.

Já em outros casos específicos citados pela lei, há multa de 15 UFMs – R$ 1.154,85.

Para o vereador, saber quem é responsável é fundamental, mas mais importante ainda é garantir que as fiscalizações ocorram com rapidez e que as correções sejam feitas dentro do prazo, para que acidentes sejam evitados. “Nosso papel é seguir cobrando para que o cronograma saia do papel e para que a cidade tenha postes organizados, seguros e compatíveis com a mobilidade urbana que Araraquara precisa”, observa.

Sair da versão mobile