Edinho defende enfrentamento urgente da crise climática e critica negacionismo

Para o candidato a deputado federal, enfrentar as mudanças do clima que já estão acontecendo significa proteger vidas, gerar empregos e preparar São Paulo e o Brasil para as próximas gerações

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A crise climática é uma realidade que exige respostas imediatas, envolvendo investimentos em energias limpas, fortalecimento da produção nacional e políticas públicas de prevenção, adaptação e proteção da população. É o que defende o ex-prefeito Edinho Silva, presidente nacional do PT e candidato a deputado federal por São Paulo.

Para ele, enfrentar as mudanças climáticas significa proteger vidas, gerar empregos e preparar São Paulo e o Brasil para o futuro.

“Nós estamos vivenciando episódios que estão aí para materializar a urgência climática. A mudança do clima existe e tem gerado desastres ambientais graves. São chuvas intensas, tempestade fora de época que impactam a vida da população e causam calamidades”, destaca. “Vivenciamos isso em Araraquara, no final de 2022, quando a cidade registrou a maior tragédia natural da sua história, e agora, mais recentemente, na região de Ribeirão Preto”, exemplifica Edinho.

O ex-prefeito se refere à noite de 28 de dezembro, quando uma chuva intensa atingiu Araraquara; em apenas uma hora, foram registrados 83 mm de chuva. No total daquele dia, foram quase 200 mm.

A força da água provocou alagamentos, erosões, deslizamentos, queda de postes e árvores, danos em ruas e estradas e destruição de pontes e travessias. Nove pontos da cidade chegaram a ser interditados, sendo sete pontes ou passagens destruídas ou severamente danificadas. O caso mais grave ocorreu na Avenida Padre Francisco Salles Culturato (Avenida 36). A estrutura sobre o Ribeirão das Cruzes não resistiu; uma cratera se abriu e seis pessoas da mesma família morreram quando o veículo em que elas estavam foi arrastado para o córrego.

O ex-prefeito decretou luto e calamidade pública e articulou e conseguiu com os governos federal e estadual recursos para a reconstrução dos pontos atingidos.

Mais recentemente, na madrugada do último dia 24 de julho, outro episódio severo do tempo, com chuva intensa, granizo e rajadas de vento superiores a 120 km/h, teve impactos sérios em Ribeirão Preto, Pradópolis, Taquaritinga, Guariba, Dumont e Barrinha e outras cidades da região. Foram registradas quedas de árvores, destelhamentos, interdições de vias, interrupção no fornecimento de energia elétrica e danos estruturais.

A situação também teve um desfecho trágico, com a morte de um idoso de 82 anos, em Ribeirão Preto, depois que a estrutura de um galpão desabou sobre a casa onde ele estava. Também houve outras pessoas feridas.

Negacionismo climático

Edinho também chama a atenção para o fato de líderes e setores políticos ainda negarem a existência da crise climática, minimizando sua gravidade, mesmo diante de tantas evidências, e faz um paralelo com o momento turbulento atual. Ele defende a questão ambiental como uma escolha histórica sobre o país que será deixado para as próximas gerações.

“Muitas lideranças e partidos políticos negam a existência da urgência climática, da importância de a gente fazer transição energética, parar de destruir a natureza. Isso só demonstra o momento histórico muito turbulento em que vivemos”, critica.

Para Edinho, assim como é preciso escolher entre preservar ou destruir o meio ambiente, também é preciso escolher entre uma sociedade baseada no respeito à diversidade e à democracia ou uma sociedade marcada pela intolerância, perseguição e exclusão.

“Esse é um momento definidor de que mundo nós teremos nas próximas décadas, que Brasil nós vamos ter nas próximas décadas. Um país que persegue os imigrantes, que persegue os diferentes, que destila ódio e intolerância, que não aceita o pensamento diferente, que desmata e agride a natureza, que convive com os desastres ambientais, ou um Brasil que caminha para transição energética, para o combate ao desmatamento? “, questiona.

Edinho Silva salienta ainda que o Brasil com Lula já começou a transformar a preocupação com a crise climática em investimentos e políticas concretas e cita a ampliação do Fundo Clima, que destinou R$ 11,2 bilhões para projetos de mitigação e adaptação em 2025, incluindo prevenção de desastres, infraestrutura resiliente, energias renováveis e inovação. Ele destaca ainda a criação do Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten), para estimular investimentos em tecnologias e projetos que reduzam a dependência de fontes de energia mais poluentes e ampliem a utilização de energia de baixo carbono.

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