sexta-feira, 23, fevereiro, 2024

Fim de obras de R$ 3,7 milhões em Emef está previsto para outubro de 2024 

O espaço possui nove salas de aulas com cerca de 90 m² cada uma, mais três salas amplas, banheiros acessíveis, área administrativa, pátio coberto, quadra poliesportiva e, ainda, um auditório

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Informações sobre as obras de reforma e ampliação da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) “Luiz Roberto Salinas Fortes”, do Jardim Paraíso, foram enviadas pela Secretaria Municipal da Educação em resposta a requerimento do vereador Rafael de Angeli (PSDB). 

Segundo cronograma da empresa responsável pela segunda etapa das obras, a previsão é de término das adequações em 360 dias a partir da assinatura da ordem de serviço, o que ocorreu no último dia 26 de outubro. Portanto, o prazo termina em outubro de 2024. O investimento será de R$ 3.777.146,91. 

Em outubro, o parlamentar realizou visita de fiscalização à sede provisória da escola, em imóvel alugado no Jardim das Estações, e conversou com educadoras e merendeiras. Dificuldades enfrentadas no local temporário foram relatadas em requerimento à Prefeitura. Entre os problemas estavam climatização das salas, rede elétrica, computadores queimados e falta de local para servidoras da unidade guardarem suas bicicletas. 

Segundo a secretária municipal da Educação, Clélia Mara dos Santos, houve dificuldade para encontrar outro imóvel mais próximo do Jardim Paraíso e que tivesse condições de comportar o dia a dia de uma unidade escolar. “Apesar de exaustiva procura, não encontramos no bairro ou nas proximidades do prédio da Emef ‘Luiz Roberto Salinas Fortes’ um imóvel que comportasse de forma adequada os 634 estudantes matriculados, distribuídos em 30 turmas, e, ainda, professores, profissionais de apoio e de serviço e equipe diretiva da escola”, afirma. 

A sede do Jardim das Estações foi escolhida por ter abrigado, anteriormente, um curso técnico. “O espaço possui nove salas de aulas com cerca de 90 m² cada uma, mais três salas amplas, banheiros acessíveis, área administrativa, pátio coberto, quadra poliesportiva e, ainda, um auditório. Nesse prédio, foram feitas as adaptações necessárias para montarmos uma cozinha, considerando a importância de oferecermos aos estudantes a alimentação escolar”, explicou a secretária. 

“Para os estudantes do ensino fundamental, a maior característica que procuramos é um prédio que possua salas de aulas suficientes. Geralmente, nossas escolas de ensino fundamental possuem mais de dez classes por período, o que torna muito difícil encontrarmos um prédio que atenda todos os estudantes. Outra dificuldade é encontrarmos prédios com sanitários acessíveis e cozinhas adequadas às necessidades da escola. Esse prédio possibilita ambientes minimamente adequados”, complementou Clélia. 

Faltas 

Outros dois pontos abordados por Angeli no requerimento foram explicados pela secretária. Sobre o aumento de faltas dos alunos, em razão de as aulas estarem sendo em outro bairro, Clélia relatou que todas as ações de busca ativa estão sendo implementadas: contato por telefone com as famílias, chamamento para conversas presenciais na escola, visitas em residência e discussões intersetoriais pelo programa “Territórios em Rede”. Esgotadas as ações, a escola encaminha o caso ao Conselho Tutelar. 

Em relação ao armazenamento de bicicletas dentro do imóvel, a secretária afirma que o local não possui bicicletário e zeladoria presencial ou eletrônica para esse objetivo. “A permanência de bicicletas no interior da unidade escolar traz risco potencial aos alunos, principalmente aos alunos dos anos iniciais. À escola, enquanto instituição pública, não cabe se responsabilizar por danos que podem vir a ocorrer com um bem privado dentro de suas dependências”, relatou. 

A reforma da Emef do Jardim Paraíso foi eleita no Orçamento Participativo em 2019. Em abril de 2022, funcionários e alunos foram transferidos para o imóvel alugado para que a obra fosse realizada. 

A escola atende estudantes do Paraíso, do Vale do Sol, do Parque Igaçaba, do Residencial Cambuy, do Santa Angelina e do Jardim São Bento, entre outros bairros vizinhos. 

“É lamentável constatar que, diante das dificuldades em encontrar um imóvel adequado, a única opção foi um local que, mesmo com adaptações, não é apropriado para crianças do ensino fundamental. A resposta evidencia uma falta de comprometimento em buscar soluções mais eficazes para garantir um ambiente educacional adequado e seguro para nossas crianças. Além disso, é necessário considerar que os alunos precisam atravessar quase a cidade toda, um total de quase 7 km, para chegar ao local temporário. O prazo de conclusão das obras, até outubro de 2024, é inaceitável, prolongando ainda mais essa situação precária. Quanto à questão do armazenamento de bicicletas, seria uma gentileza da diretora e da Secretaria permitir que elas sejam guardadas dentro da unidade. Existem espaços isolados, proibidos para os alunos, onde isso poderia ocorrer sem causar acidentes. Seria um gesto caridoso com os profissionais que optam ou possuem apenas esse meio de transporte. Entretanto, essa preocupação com acidentes e segurança não parece acontecer da mesma forma com relação ao amontoado de mesas e cadeiras bem próximo ao refeitório, que segundo informações recentes, continua no mesmo lugar, acumulando poeira e servindo de esconderijo para animais e insetos, oferecendo um risco real aos alunos, que podem, a qualquer momento, ter acesso a isso. É importante considerar soluções flexíveis que atendam às necessidades dos estudantes e facilitem o seu dia a dia durante esse período desafiador”, destaca o vereador. 

Redação

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