CLAUDIO LARA RUIZ
Nunca foi meu lance competir em provas ciclísticas, mas sempre admirei e admiro os profissionais como: Anésio Argenton, Adolpho Fecchio e Rubens Paura e Sabino e os da atualidade: Elivelton Pedro e Lauri Lunkes o “Canetão”.
Ante algumas questões temporais me vem à mente alguns pelal’s que fiz quando eu era o Kék’s Biker, hoje sou o Maravilha Biker, na ativa.
Depois de muitas idas e vindas com a turma da pega (três) lá em Rincão, fui várias vezes sozinho. Me lembro de uma passagem: para ir passava por um quarteirão de mangueiras surreais e logo depois chegava-se em Rincão. E daquela ocasião resolvi subir no monte que existe lá sozinho, hoje com tudo o que sei de tudo do mundo e da vida, teria receio não iria.
No pé do morro tinha um senhor bem idoso de chapel de palha (com olhar misterioso), como se houvesse algum mister lá em cima do monte, algo assim: subir não é pra qualquer um. E perguntei a ele qual o caminho para subir no monte, morro a cima. Porque eu não conseguia ver o caminho para subir no monte o (caminheiro). E ele dizia que sabia do caminho pois trabalhou lá em cima capinando o mato, quando mais moço.
Aprendi o caminho e fui, ‘antes, porém toda via com contudo’ tinha passado em uma quitanda e comprado algumas frutas lá em Rincão: maçã, bananas, pêra, manga e uvas. Lá em cima do monte tinha um caminho tipo estradinha de terra, mas não tinha fluxo de veículos. E fui, era um lugar insólito, cabalístico e silencioso e tinha alguns coqueiros e o mato cortadinho, uma beleza reinava um silêncio que passava muita paz, isso nos idos de 1989.
Lembro que depois de me aventurar lá no morro desci o morro montado na bike com o quadril pra traz (para não rolar morro a baixo) e quando já havia descido e estava na estrada, já na rua na cidade peguei sentido Araraquara por terra, e era uma estrada batida e no caminho me perdi. Mas avistei ao longe vindo na minha direção uma kombi da usina local, dei sinal e a perua parou.
E perguntei aonde dava aquela estrada, e a água acabara na caramanhola, e o que fiz? Peguei as informações da rota e segui…antes, porém sorvi as frutas e passei sede por uns 20 km, sorvi as frutas, chupe-as-todas, mas o cara me dizia que a tal estrada saia em Bueno de Andrada e não dava pra mudar a rota, não era seguro sair da terra batida por outra estrada com sinal, de pouco ou nenhum fluxo de veículos e fui…apesar de ter ficado mais longe.
E chegando em Bueno de Andrada que ainda não tinha a fama das famosas coxinhas douradas, chegando na praça central e tranquila bebi água fresca e enchi minha caramanhola com água local.
Mas, como ia dizendo eu afoito e sedento estava com o corpo quente, e quase sofro um mal maior com a água gelada da torneira da praça no rosto, lembro como se fosse hoje senti um mal-estar.
Voltei por terra de Bueno para Araraquara, foi massa e naquelas alturas não me achava bem preparado fisicamente, mas estava muito bem sim, e só com água e frutas e em outras situações com garapa e rapadura, não me achava apto o suficiente para andar de bike como, ou com os profissionais. Eu não tinha informações de como fazer uma boa química na garrafa (caramanhola), como: água, limão, mel e sal ou outras formulas como pó de beterraba, horus e na época não tinha, pelo menos eu não conhecia a (creatina) fundamental e importante.
Mas fui com parcos recursos e fiz os pedal’s por tinha uma química fundamental que se conhece como: BRIL, meu corpo e minha alma sempre tiveram brilho, idealismo, vontade, disciplina, foco e determinação.
Eu sempre fui muito competitivo nas pedaladas com os colegas, eram provas que não se ganhava medalhas, só a velha e boa canseira e sempre pedalei e pedalo pelo singelo gosto.
Meu interesse era e são as endorfinas… adrenalinas e o velho e bom soltar de tudo de todas as preocupações, costumo dizer: Pedala que tudo passa é legal, é uma espécie de alquimia da alma do corpo e da mente (alquimia da alma), porquê? Porque quando se pedala não se pensa em nada…
Nunca foi meu lance competir em provas ciclísticas, mas sempre admirei e admiro os profissionais como: Anésio Argenton, Adolpho Fecchio e Rubens Paura e Sabino. E os da atualidade Elivelton Pedro e Lauri Lunkes o “Canetão”.
Naquela ida de: Araraquara, Rincão, Bueno de Andrada e Araraquara deve ter dado uns 90 km. E naquela época ia pra Rincão por terra ali quando se passava pelo pontilhãozinho da antiga Fepasa, que no outro sentido a esquerda saia em Bueno, Silvania e ou Matão.
Hoje em 2026 ainda pedalo e já fui sete vezes para Bueno de Andrada, nas primeiras vezes com a (assessoria do ciclista Elivelton Pedro) e umas 40 vezes para Santa Lúcia, sozinho na minha nova versão após a paradeira na bike, por causa dos adventos da internet e covid 19, e este é meu retorno que se deu em 2023…( O retorno do Claudio Maravilha Kék’s um Gedae, um ser de Zion). Caminhos…
Mas não vejo mais sentido eu me por nesses caminhos longos e poeirentos, me satisfaço em caminhos urbanos, adoro a cidade dando sinal de vida crescendo, e o sol e suas ruas e avenidas belas.
E essa é mais uma história de meus pedal’s como digo: O Livre Pensar Do Livre Pedalar do Claudio Maravilha Biker e Kék’s o Livre Pedalar, um ser de Zion.
Assim que me lembrar de outras passagens ciclística venho contar em poucas linhas.
PEDALA QUE PASSA É LEGAL
Claudio Lara Ruiz /Maravilha/ Kék’s e Biker (amador) texto e Fotos
MTB 20 998



























