Paralisação de terceirizada afeta atendimento em escolas e unidades de saúde de Araraquara

Empresa Soluções comunicou suspensão dos serviços nesta terça-feira (8); Prefeitura afirma que empresa cobra R$ 5 milhões para retomar atividades, enquanto funcionários relatam impactos na limpeza de unidades de saúde

Mais lido

Na tarde de ontem, terça-feira (8), a empresa Soluções, prestadora de serviços terceirizados, emitiu uma nota prevendo a paralisação dos serviços a partir de hoje, quarta-feira (9).

Devido a paralisação, as EMEFs e os CERs ficaram impedidos de prestar atendimento às crianças e adolescentes do município, pela falta das funcionárias que fazem a limpeza. Em alguns CERs, as crianças foram recebidas normalmente pela manhã, mas, posteriormente, os pais foram chamados para buscá-las, pois não seria possível manter o atendimento no período da tarde.

Segundo o secretário de Governo, Leandro Guidolin, a empresa comunicou a paralisação no fim da tarde de terça-feira, por meio de uma circular encaminhada aos colaboradores. De acordo com o secretário, também circularam áudios atribuídos a um diretor da empresa orientando funcionários a não comparecerem ao trabalho. Além disso, a empresa teria condicionado a retomada dos serviços ao pagamento imediato de R$ 5 milhões. A Prefeitura afirma não dispor desse valor em caixa neste momento.

Durante manifestação sobre o caso, o secretário afirmou que, inicialmente, a paralisação não afetaria os serviços de saúde, mas que a situação poderia chegar ao setor caso o problema se prolongasse. “Passada uma semana, quatro, cinco dias, ele passa a impactar”, afirmou Guidolin, ao comentar a possibilidade de reflexos na saúde.

Entretanto, informações recebidas pelo Jornal Imparcial indicam que os serviços de saúde já estariam sendo afetados nesta quarta-feira (9), devido à ausência das funcionárias responsáveis pela limpeza das unidades.

Funcionários da Unidade de Saúde da Família (USF) do Jardim Paraíso, relataram ao jornal que a falta de limpeza já estaria comprometendo o funcionamento de determinados espaços. “Os serviços já estão sendo afetados. A nossa sala de curativos já está interditada. As salas de vacina vão colapsar, as salas de medicação também”, afirmou.

Situação financeira
A situação financeira do município também foi citada pelo governo como um dos fatores envolvidos no impasse. De acordo com Guidolin, quando a atual gestão assumiu havia uma dívida de aproximadamente R$ 6 milhões com a empresa, referente à administração anterior. Atualmente, conforme os dados apresentados pelo governo, o débito teria chegado a cerca de R$ 10 milhões. A administração afirma ainda que os dois contratos mantidos com a empresa, que anteriormente somavam aproximadamente R$ 1,8 milhão por mês, passaram por reduções e atualmente representam cerca de R$ 1,44 milhão mensais. O município tem realizado pagamentos mensais à empresa, que variam entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,3 milhão. Na segunda-feira (07), segundo o secretário, foram repassados R$ 970 mil.

Retorno das atividades
Até o momento, não há confirmação sobre quando as atividades serão normalizadas nas EMEFs e nos CERs.

Mais Artigos

Últimas Notícias