Assim descaminha a humanidade

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Genê Catanozi

Segundo Mário Quintana, a loucura é a mais sensata das emoções, seguindo essa frase do escritor, vale lembrar das muitas pandemias que o mundo atravessou: febre amarela, gripe espanhola, peste negra e covid 19, deixaram inúmeras consequências.

Partindo do rastro dessas pandemias, pode-se dizer que as pessoas deveriam refletir sobre o andar da carruagem pelo tempo de vida curto que todos têm neste planeta. Também chama a atenção pós pandemia principalmente da Covid-19, que a terra não tem segundo andar para ninguém, que a simetria é uma bolha igual para todos.

O fundamento é, será que a humanidade ainda não aprendeu o valor supremo da existência, claro que não. A evolução é um processo individual e que deve ser muito desejado e perseguido. Mas, com a Covid-19 parece que as pessoas estão muito longe de atingirem um grau de senso crítico através do autoconhecimento. Obter conhecimento é para alguns muito trabalhoso, para outros deixa pra lá ou a gente vai levando como manda o figurino.

Sair do emburrecimento é trabalhoso e tentar romper a casca do casulo é muito dolorido. Então o negócio é caminhar eternamente junto às manadas. O escritor Luís Fernando Verissimo diz: “Não sei para onde caminha a humanidade. Mas, quando souber, vou para o outro lado”.

Lembrando uma passagem bíblica que nos faz continuar a perceber que a humanidade é ainda a mesma, e sem um sentido maior para a evolução e tentar sair da mediocridade do ser.

Em Marcos capítulo 15, dos versículos 1 ao 15 temos exatamente a noção e a clareza de que uma sociedade transloucada há mais de dois mil anos, continua bem parece com a sociedade atual.

O contexto é quando Pilatos pergunta a Jesus Cristo já preso, se ele era o rei dos judeus, com toda sua simplicidade e humildade responde para Pilatos: “Tu o dizes”. Nessa ocasião estava ocorrendo uma festa como sempre ocorria em Jerusalém, e nessa ocasião era comum soltar algum preso. E havia um preso homicida chamado Barrabás.

Os sacerdotes por inveja incitaram a multidão para que soltasse Barrabás ao invés de Jesus Cristo. Então o povo guiado como manada exigiram a soltura de Barrabás. Nesse momento, a multidão gritava para crucificar Jesus Cristo, e assim foi feito.

Assim, essa passagem bíblica traz a reflexão de como ainda somos vulneráveis a opiniões alheias, como ainda somos atingidos por uma flechada de ideias contrárias, propiciando a nos deixar levar por qualquer manada. Se ainda assim caminha a humanidade com suas mazelas interiores, não podemos seguir uma manada que tenta ditar o que é certo.

A diferença entre o seguir e o sair se confunde na falta de um embasamento das experiências de vida e de uma postura de como as coisas deveria fluir de uma maneira mais racional.

O que mudou de lá para cá? Os homens continuam soberbos, arrogantes, e fazendo perpetuar os “N” preconceitos.

E já que ninguém nasceu de chocadeira o negócio é tentar sair da zona de conforto e botar a mão na massa.

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