Isabela Mattos/Colaboração
O relato de uma mãe sobre os episódios de injúria racial sofridos pelo filho, de apenas 8 anos, dentro do ambiente escolar, levanta questionamentos sobre o acolhimento às vítimas e a efetividade dos protocolos de enfrentamento ao racismo nas instituições de ensino. Em entrevista ao Jornal Imparcial, Djamila Carvalho, relata os desdobramentos deste caso, o caminho percorrido desde que tomou conhecimento das agressões até às reuniões realizadas com a direção do SESI Araraquara (CE 339), além de apontar falhas na condução do caso e cobrar respostas concretas da instituição.
Segundo a mãe, a criança teria sido alvo de agressões físicas e verbais, incluindo ofensas racistas. Hoje, a família busca não apenas a proteção do menino, mas também mudanças que impeçam que outras crianças passem por situações semelhantes.
A reportagem também ouviu o vereador e relator da Frente Parlamentar Antirracista, João Clemente, e a presidente do Conselho Municipal da Igualdade Racial (COMPIR), Luciana Gonçalves, sobre a necessidade de tratar o racismo no ambiente escolar para além de conflitos entre estudantes, com medidas efetivas de proteção, responsabilização e educação antirracista.
Leia a entrevista na íntegra:
Imparcial: Qual foi o caminho que você percorreu antes de levar a público o caso de injúria racial sofrido pela criança de apenas 8 anos? E depois de trazer o caso a público, o que aconteceu?
Djamila: “Durante uma conversa com outras mães, tomei conhecimento de que meu filho estava sendo vítima de episódios de racismo na escola. Ao chegar em casa, sentei-me com ele para conversar sobre a sua rotina, fazendo as perguntas habituais: como havia sido o dia, com quem tinha brincado e almoçado. Em seguida, perguntei diretamente o que estava acontecendo. Com os olhos cheios de lágrimas, ele começou a relatar a situação. Contou que sofria agressões físicas (chutes e socos) e verbais, sendo chamado de ‘macaco’ e ‘preto’ pelo agressor, que agia sem qualquer constrangimento. Outros colegas que presenciavam as cenas não riam e até pediam para o menino parar, mas ele continuava. Ouvi cada detalhe do relato do meu filho com muita atenção. Diante do sofrimento dele e indignada por não ser a primeira vez que isso acontecia, tomei providências imediatas. Fiz uma publicação na rede social do SESI, registrei uma denúncia formal no site do SESI-SP e, na sequência, contatei a direção do SESI Araraquara (CE 339) para agendar uma reunião. A escola tentou antecipar o encontro, mas, por incompatibilidade de horários da minha parte, mantivemos a data e o horário acordados inicialmente. A primeira reunião ficou agendada para o dia 24/09/2026, às 16h30.”
Imparcial: O que foi discutido naquela primeira reunião, realizada na quinta-feira (24/09), com a equipe do SESI?
Djamila: “A direção já estava avisada que meu filho não passaria por mais um episódio desses e naquele momento até falei para realizarmos uma Roda de Conversa com pais e crianças, mas a diretora não aceitou, pois disse que já abordavam essa questão. Chamei a minha família: Leonardo, pai do meu filho, Rosimeire, José Roberto, Maria Nazaré, Simone, Regina, Lorhayne, Lamara, Yejidê, Wilian. Conselheiros Tutelares, José Nei e Juliana, Coordenador de Políticas Étnico Raciais, Sumbunhe N’Fanda, presidente e vice-presidente do COMPIR, Luciana Gonçalves e Cláudia, e o vereador e representante da Frente Parlamentar Antirracista, João Clemente. Abri a reunião manifestando meu profundo descontentamento com a instituição e relatando formalmente tudo o que meu filho havia sofrido. Exigi respostas imediatas sobre quais medidas seriam adotadas em relação ao agressor e qual era o posicionamento oficial do SESI diante do crime de racismo. Na sequência, levei à mesa um fato alarmante que meu filho me revelou: na quarta-feira (véspera da nossa reunião), ele foi conduzido sozinho a uma sala por funcionárias de apoio (inspetoras de pátio) e professoras. Elas questionaram por que ele não havia reportado as agressões antes. Ele afirmou que já havia avisado, mas foi contestado pelas funcionárias, que disseram que ele não tinha falado nada. Contestei duramente a direção sobre essa conduta, questionando a autoridade e a ética daquelas funcionárias para isolar e confrontar uma criança vítima de trauma, sem o conhecimento dos pais. Em resposta, a direção tentou negar o ocorrido na sala, alegando desconhecimento do episódio. Afirmaram também que só souberam do caso de racismo por causa da minha publicação nas redes sociais, sugerindo que eu deveria ter procurado a escola primeiro. Rebati imediatamente: lembrei-os de que eu havia feito a denúncia formal pelo site do SESI-SP e entrado em contato direto para agendar a reunião. Pontuei que a escola em vez de acolher a família e nos convocar juntos na quarta-feira, preferiram isolar meu filho para interrogá-lo. Durante o encontro, meus familiares também intervieram, explicando a gravidade das questões raciais estruturais. No entanto, a equipe do SESI esquivava-se do cerne do problema a todo momento, limitando-se a repetir discursos vazios sobre os protocolos institucionais contra o racismo, abordando o tema de forma extremamente superficial.”
Imparcial: Na segunda reunião, realizada na quarta-feira (30/09), quais compromissos ou encaminhamentos foram apresentados pelo SESI?
Djamila: “Na segunda reunião, a diretora limitou-se a ler um documento estritamente protocolar do SESI. O texto afirmava que a instituição repudia qualquer ato racista e detalhava que todos os funcionários haviam sido convocados e orientados sobre como proceder e conduzir a situação caso um episódio de racismo ocorra novamente. Ao finalizar a leitura, a diretora declarou explicitamente que aquela era a única resposta que o SESI tinha para nos dar naquele momento. Contestei imediatamente a postura da diretora, afirmando que uma resposta puramente burocrática era inaceitável. Não fui até ali para ouvir promessas sobre o futuro ou a aplicação de protocolos rasos, mas sim para exigir a responsabilização pelo crime que meu filho já havia sofrido e para descobrir quem foram as funcionárias que o interrogaram na sala sem a minha presença. Diante da postura da diretora, manifestei imediatamente minha indignação. Questionei o fato de a instituição agendar uma segunda reunião, sob o pretexto de apurar os fatos, para simplesmente ler um protocolo institucional. Afirmei categoricamente que não estava ali para ouvir uma leitura burocrática, mas para exigir respostas concretas sobre um crime de racismo que traumatizou e machucou meu filho dentro de uma escola com o porte e o reconhecimento do SESI. Quando a direção perguntou que tipo de resposta esperávamos, meus familiares e as autoridades presentes intervieram. O representante do Conselho Tutelar advertiu formalmente a escola, apontando que isolar a criança em uma sala para interrogá-lo repetidas vezes era uma conduta totalmente inadequada e abusiva. Enfatizou que ele, sendo menor de idade e vítima, jamais poderia ter sido submetido a esse constrangimento sem o acompanhamento dos pais, sendo obrigado a reviver e repetir um relato que lhe causava tanta dor. O conselheiro cobrou a aplicação dos protocolos municipais e estaduais de proteção à criança, reforçando a obrigação legal da escola de registrar um Boletim de Ocorrência e encaminhar o caso oficialmente ao Conselho Tutelar. Durante o debate sobre o racismo estrutural e institucional, a direção tentou deslegitimar o relato do meu filho. A diretora alegou ter conversado com os funcionários, os quais distorceram os fatos para amenizar a gravidade da situação. Chegaram ao absurdo de sugerir que o choro e o machucado do meu filho, haviam sido decorrentes de uma queda trivial em um brinquedo. Trataram um crime de racismo com extrema superficialidade, agindo com total negligência e desdém pela palavra da vítima. Ao serem pressionadas sobre as providências tomadas contra o agressor, as responsáveis revelaram uma medida completamente desproporcional: o aluno agressor recebeu apenas três dias de suspensão, com a orientação de ficar em casa assistindo a filmes e fazendo leituras. Enquanto meu filho carrega o peso e o trauma de um ataque racista, a punição da escola para o agressor assemelhou-se a um período de descanso domiciliar, evidenciando a total inversão de valores e a leniência da instituição.”
Imparcial: Em nota enviada ao Imparcial na sexta-feira (25/09), após a primeira reunião, o SESI afirma que o caso “está sendo conduzido conforme o Regimento Escolar, com acolhimento do estudante, escuta de ambas as partes e adoção das providências necessárias”. Que tipo de acolhimento foi oferecido à vítima e quais providências foram tomadas? Algumas das medidas mencionadas na nota foi apresentada na última reunião realizada?
Djamila: “Contestei também a alegação da escola de que aquele encontro configurava um ‘primeiro acolhimento’. Afirmei que não houve acolhimento por parte do SESI. A instituição manteve-se omissa e alheia aos fatos até o momento em que expus a situação publicamente por meio de denúncia formal e publicação nas redes sociais. O contato da escola só ocorreu por puro desespero institucional em proteger a própria marca, evidenciado pelo envio imediato da Diretora Regional e da advogada coorporativa de São Paulo para Araraquara. Inclusive, diante da tentativa da gestão de antecipar a reunião para conveniência deles, mantive-me firme em relação à minha própria disponibilidade, não aceitando que a escola ditasse as regras após tamanha negligência. Diante da conduta arbitrária e inadequada demonstrada pelos funcionários na primeira abordagem ao meu filho, comuniquei à mesa que proibi expressamente o SESI de realizar qualquer novo contato, conversa ou questionamento com a meu filho. Não permitirei que submetam a vítima a mais um ciclo de violência psicológica e constrangimento sob o pretexto de ‘apurar fatos’. Se a escola foi incapaz de acolhê-lo no momento correto e preferiu interrogá-lo sem o respaldo dos pais, perdeu qualquer legitimidade para falar com ele. Até a presente data, a instituição baseia-se exclusivamente em leituras superficiais de manuais, demonstrando que o SESI não compreende o real significado da palavra acolhimento.
Imparcial: Existe algum ponto da apuração apresentado pelo SESI com o qual vocês discordam? E existe alguma informação que vocês consideram importante esclarecer ou corrigir em relação ao que foi divulgado até agora?
Djamila: “A postura adotada pelo SESI é alvo de total discordância por parte da nossa família. Foi um retorno puramente protocolar, frio e centrado na blindagem da instituição que sequer menciona nominalmente a vítima. O documento limita-se a afirmar que a entidade repudia o racismo e que os funcionários receberam orientações, sem demonstrar um plano real de acolhimento ao menor ou capacidade técnica para lidar com a situação.”
Imparcial: Além de vereador e relator da Frente Parlamentar Antirracista, você também fala a partir da experiência de um homem negro. Ao acompanhar esse caso de perto, o que mais te preocupa na situação dessa criança e qual deve ser, na sua avaliação, a responsabilidade da escola?
Vereador João Clemente: “No que tange à minha experiência estando vereador e relator da Frente Parlamentar Antirracista, o caso me deixou muito preocupado, principalmente pelas condutas adotadas durante o processo de averiguação. Me preocupou muito a forma como a escola tratou a família da vítima e como a situação foi conduzida, o que acabou gerando uma celeuma ainda maior. Protocolos existem para orientar a forma como lidamos com as pessoas, mas tanto os protocolos quanto as pessoas podem falhar. Não podemos nos contentar apenas com um texto escrito, porque a letra fria não representa as vivências e as realidades das pessoas. Eu disse em uma das reuniões que o SESI não foi omisso, mas, na minha avaliação pessoal, a condução do processo foi deficitária. Os protocolos não foram bem aplicados e algumas medidas deixaram de considerar a experiência individual e coletiva das famílias e dos grupos sociais envolvidos. Fui nas reuniões munido de documentos, incluindo protocolos antirracistas do Governo do Estado de São Paulo e do município de Araraquara. Ao analisá-los, identifiquei procedimentos adotados pela escola que, na minha avaliação, não atenderam adequadamente à demanda do aluno em questão. Acredito que a responsabilidade deve ser assumida como um compromisso com essa família e com a educação do país. É necessário aprimorar os protocolos, ter mais sensibilidade com a vítima e seus familiares e tratar a questão racial com a devida atenção no cotidiano escolar e na convivência entre as crianças. Também é fundamental adotar medidas pedagógicas e disciplinares adequadas em relação ao autor da agressão.
Ao longo do processo de apuração, tomei conhecimento de relatos de outras pessoas que afirmam ter sido vítimas de racismo em outras séries na escola SESI. Segundo esses relatos, nem sequer teria sido realizada uma reunião, como ocorreu no caso em questão. Acredito, portanto, que a escola precisa seguir outro caminho. Reafirmo que não classifico a situação como omissão, mas como desídia e falta de atenção em etapas que foram muito mal conduzidas pela escola, justamente no momento em que mais precisávamos dela.”
Imparcial: Como presidente do Conselho Municipal da Igualdade Racial (COMPIR), o que esse caso revela sobre a forma como o racismo é enfrentado dentro do ambiente escolar e que precisa mudar para que uma criança que denuncia uma situação como essa seja efetivamente protegida e acolhida? Qual seria a melhor forma de trabalhar a questão racial com o agressor, que também é uma criança?
Luciana (Presidente do COMPIR): Como presidente do COMPIR, entendo que este caso revela um desafio que ainda precisamos enfrentar de maneira mais qualificada nas escolas: o racismo não pode ser tratado simplesmente como um conflito entre duas crianças. Quando uma criança denuncia uma situação de racismo, a primeira resposta da instituição precisa ser a proteção. Ela deve ser ouvida com seriedade, acolhida, ter sua segurança preservada e não ser submetida a sucessivas repetições do episódio. A denúncia precisa gerar um fluxo claro de proteção, registro, acompanhamento e encaminhamento à rede responsável. Também precisamos superar uma visão segundo a qual falar de racismo seria criar um problema onde existe apenas uma “brincadeira”, uma “ofensa” ou uma “briga entre colegas”. A escola precisa estar preparada para identificar quando uma situação tem dimensão racial e agir de forma pedagógica e institucional.
Neste caso, chama atenção também a existência de outros relatos envolvendo estudantes negros. Por isso, é importante não olhar apenas para o episódio individual, mas verificar se há recorrência e se os protocolos de prevenção e enfrentamento ao racismo estão funcionando efetivamente. Quanto à criança que praticou a agressão, considero fundamental separar duas coisas: responsabilização e rotulação. Uma criança não deve ser marcada para sempre pelo ato que praticou, mas também não podemos minimizar o que aconteceu. Ela precisa compreender o que é racismo, reconhecer que sua atitude causou uma violência, entender por que determinados comportamentos são discriminatórios e desenvolver outras formas de convivência. A melhor intervenção, portanto, é educativa, acompanhada e adequada à idade da criança. Deve envolver escola, família e profissionais especializados. Pode incluir reflexão sobre relações raciais, identidade, respeito às diferenças, consequências dos próprios atos e mecanismos de reparação. Isso não significa obrigar a vítima a perdoar, conversar ou participar desse processo. Precisamos proteger a criança que sofreu o racismo sem transformar a criança que praticou a violência em um caso perdido. A primeira precisa saber que será acreditada e protegida; a segunda precisa ter a oportunidade de compreender, responsabilizar-se e mudar. Para mim, esse é o papel de uma escola verdadeiramente antirracista: não apenas reagir quando o racismo acontece, mas criar condições para reconhecê-lo, interrompê-lo, proteger quem sofreu a violência e educar para que ele não se repita. Institucionalmente o COMPIR tem como responsabilidade o acompanhamento do caso e exigir uma resposta efetiva do SESI para a comunidade negra de Araraquara e a toda sociedade onde o racismo não cabe. Racismo na infância é a marca a ser apagada para garantir um futuro com dignidade para todos!”
Imparcial: Para encerrar, depois de tudo o que falamos até aqui, o que vocês esperam que aconteça a partir de agora para que essa criança volte a se sentir segura, respeitada e protegida dentro do ambiente escolar?
Djamila: “Espero que a instituição deixe de lado os discursos protocolares e compreenda, de fato, o significado das palavras acolhimento e respeito. O racismo não é uma brincadeira trivial ou um desentendimento de pátio; o racismo é crime, machuca e destrói vidas. É urgente que professores, coordenadores, inspetores de pátio, estagiários e toda a equipe do SESI sejam devidamente orientados e permaneçam atentos aos detalhes cotidianos que fazem toda a diferença na proteção dos alunos. Se os protocolos internos fossem aplicados com seriedade e fizessem jus ao que trazem escrito, crimes como este não ocorreriam de forma reiterada. Entendo que a educação e os valores de um indivíduo começam no ambiente familiar. Contudo, quando a base doméstica falha e o aluno manifesta desvios de conduta tão graves no ambiente escolar, cabe à instituição intervir com firmeza. O SESI falhou ao não promover rodas de conversa legítimas, ao omitir-se do debate real e ao tratar a situação com tamanha superficialidade. Desejo que toda a mobilização e o desgaste enfrentados pela minha família não sirvam apenas para proteger o meu filho, mas que funcionem como um divisor de águas. Que este caso sirva de amparo para todas as outras crianças pretas que estudam na instituição e que o SESI assuma, de uma vez por todas, o compromisso de ensinar e praticar o verdadeiro respeito”, finalizou.
O que diz o SESI
Procurado pelo Imparcial, o SESI-SP informou que a escola acompanha o caso e adota as providências cabíveis, conforme Regimento Escolar e os procedimentos institucionais. Em nota, a instituição afirmou que realizou medidas pedagógicas, escuta e acolhimento das famílias e comunicou o Conselho Tutelar por meio de ofício, para ciência e acompanhamento da situação.
O SESI também reiterou seu repúdio a qualquer forma de discriminação e o compromisso com ações permanentes de prevenção ao racismo em sua rede de ensino.
Leia a nota na íntegra
A Escola SESI Araraquara (CE 339) informa que está acompanhando e adotando as providências cabíveis em relação ao relato de ofensas de cunho racista, praticadas por um estudante contra outro, ambos do Ensino Fundamental I. O SESI-SP lamenta o ocorrido e repudia qualquer forma de discriminação.
Após medidas pedagógicas, a escuta e acolhimento às famílias, realizadas na última semana, a escola formalizou hoje (30/10) ofício ao Conselho Tutelar para ciência e acompanhamento da situação. O caso segue sendo tratado de acordo com o Regimento Escolar e os procedimentos institucionais, mantendo o acolhimento às famílias envolvidas e a condução responsável do caso, sempre respeitando a faixa etária dos estudantes e as diretrizes do Estatuto da Criança e Adolescente.
De maneira interdisciplinar, contínua e integrada à proposta pedagógica, o SESI-SP mantém seu compromisso de ações permanentes de prevenção e enfrentamento à discriminação em toda sua rede escolar, em atenção ao desenvolvimento de valores como respeito, empatia, diversidade, inclusão e cultura de paz para a formação integral de seus estudantes.


























