Cesta básica tem variação mínima em setembro em Araraquara

Batata liderou as altas em setembro, com avanço de 86,7%, mas queda de outros itens manteve o custo médio da cesta em R$ 1.082,47, segundo o Sincomercio

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A estabilidade no valor da cesta básica em Araraquara esconde mudanças expressivas nos preços de produtos que fazem parte das compras das famílias. No mês passado, a batata ficou 86,7% mais cara, enquanto o feijão-carioca recuou 11,2%. O resultado dessas oscilações foi uma redução de R$ 0,11 no custo total da cesta, que passou de R$ 1.082,58 em agosto para R$ 1.082,47 em setembro, variação de −0,01%.

Os dados são da pesquisa mensal do Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara, que acompanha 32 produtos dos grupos de alimentação, higiene pessoal e limpeza doméstica.

A batata foi o item que mais pressionou o orçamento no mês, com acréscimo de R$ 12,61 ao custo da cesta pesquisada. Também registraram aumentos expressivos a cebola, com alta de 25,8%, e o alho, que subiu 19,3%.

Segundo Amanda Platas, economista do Sincomercio, a alta da batata em setembro está relacionada ao excesso de chuvas nas principais regiões produtoras. “As condições climáticas dificultaram a colheita e reduziram a oferta do produto nos mercados, pressionando os preços para cima”, explica.

Na outra ponta, o feijão-carioca proporcionou o maior alívio em reais: sua redução retirou R$ 4,65 do custo total. Sabonete em barra (−7,5%), extrato de tomate (−6,4%), molho de tomate (−5,1%) e ovos brancos (−4,8%) também ficaram mais baratos.

Produtos de limpeza sobem 5,02%

Entre os três grupos pesquisados, apenas o de limpeza doméstica apresentou alta em setembro. O custo médio avançou 5,02%, chegando a R$ 73,96, com acréscimo de R$ 3,54 sobre agosto. Água sanitária e sabão em pó tiveram aumentos de 7,4% e 5,9%, respectivamente.

Os produtos de higiene pessoal registraram queda de 2,45%, passando a custar R$ 128,12. Já o grupo de alimentação apresentou redução de 0,05%, com valor médio de R$ 880,40.

Cesta acumula aumento de 3,25% no ano

Apesar da estabilidade em setembro, a cesta básica ficou R$ 34,06 mais cara desde dezembro de 2025, acumulando alta de 3,25%. Os três grupos pesquisados apresentaram aumento nesse intervalo: limpeza doméstica (6,82%), higiene pessoal (5,41%) e alimentação (2,65%).

Na comparação com setembro de 2025, o custo total avançou 3,67%, o equivalente a R$ 38,32. Entre os produtos, os maiores aumentos acumulados em 12 meses foram os da cebola (275,28%) e da batata (126,02%). Açúcar refinado e café torrado e moído registraram as maiores reduções, de 22,77% e 21,82%, respectivamente.

“Mesmo com a estabilidade no mês, o custo da cesta ainda representa uma parcela expressiva da renda de quem recebe um salário mínimo. São quase 147 horas de trabalho para adquirir os produtos pesquisados, sem considerar despesas como moradia, transporte e energia elétrica. Isso mostra como o espaço no orçamento para atender às demais necessidades permanece limitado”, avalia Amanda.

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