Faltam 27 dentistas na rede de saúde municipal

Em um ano, as 35 unidades de saúde de Araraquara registraram 7.945 atendimentos odontológicos

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Entre setembro de 2025 e agosto de 2026, as 35 unidades de saúde de Araraquara registraram 7.945 atendimentos odontológicos. Os números fazem parte das informações apresentadas pela Secretaria Municipal da Saúde em resposta ao Requerimento nº 1916/2026, de autoria do vereador Alcindo Sabino, que questionou a falta de cirurgiões-dentistas na rede municipal, a situação das unidades e a convocação de profissionais aprovados em concursos públicos.

Dez vagas aguardam contratação

A resposta da Prefeitura informa a existência de dez vagas em aberto para cirurgiões-dentistas e registra que foram solicitadas reposições utilizando a lista de aprovados do concurso vigente, Edital nº 005/2024. A Secretaria também esclarece que a última posição convocada foi a de número 10. Para o parlamentar, “os dados apresentados mostram que a discussão não se limita à reposição de profissionais que deixaram a rede, mas envolve a necessidade de ampliar a estrutura de atendimento odontológico”.

Saúde estima necessidade de mais 27 dentistas

Outro dado apresentado pela Subsecretaria de Saúde Bucal é a estimativa de necessidade de 27 novos cirurgiões-dentistas, com jornada de 20 horas semanais. Somados aos 78 profissionais atualmente em atuação, o Município estima a necessidade de chegar a 105 dentistas, considerando a ampliação da oferta de atendimento, além da infraestrutura e dos equipamentos necessários para ativar novas equipes.

Faltam também auxiliares de saúde bucal

A resposta também aponta uma demanda relacionada aos auxiliares de saúde bucal (ASB). Segundo a Secretaria, são necessárias novas contratações e 15 vagas são consideradas novas necessidades provenientes de unidades que não tiveram essas posições contratadas desde 2023. A composição completa das equipes é apontada como uma condição necessária para o funcionamento adequado dos serviços odontológicos.

Atendimento é direcionado para outras unidades

O vereador também chama a atenção para a forma como a ausência de profissionais vem sendo enfrentada em algumas unidades. Atualmente, a Secretaria informa dois casos sem atendimento regular: a Unidade de Saúde da Família (USF) Altos do Pinheiros, que aguarda reposição após a aposentadoria da dentista em julho de 2026, e a USF Jardim Brasil, equipe 2, onde a profissional está em licença-maternidade.

Para situações de urgência no Altos do Pinheiros, os pacientes são orientados a procurar a UPA Central, que conta com dentistas horistas. Segundo a resposta, em alguns casos, postos do entorno também podem auxiliar no atendimento até a inclusão de novos profissionais.

Não há fila única para consultas

Outro ponto apresentado pela Prefeitura é que não existe uma fila única municipal consolidada para consultas odontológicas na Atenção Primária. O acesso ocorre por acolhimento, avaliação clínica e agendamento conforme a necessidade identificada.

Diante desse modelo, Alcindo defende o acompanhamento permanente dos dados de demanda, produção e capacidade de atendimento de cada unidade para identificar onde estão os maiores déficits e direcionar profissionais e recursos.

Redistribuição de demandas

Para o vereador, a resposta da Secretaria evidencia que o desafio da Saúde Bucal envolve mais do que preencher vagas existentes. A ampliação do quadro depende da criação de novas vagas, dos processos administrativos em andamento, além de investimentos em infraestrutura, equipamentos e composição completa das equipes.

“A população precisa de atendimento odontológico próximo de sua comunidade, com equipes completas e estrutura adequada, e não de soluções provisórias que apenas redistribuam a demanda para outras unidades”, afirma Alcindo Sabino.

Acompanhamento das medidas

A Secretaria informa que o dimensionamento das equipes é realizado continuamente, considerando fatores como população atendida, número de equipes, demanda assistencial, indicadores de produção, diretrizes do SUS, aposentadorias, exonerações e afastamentos.

Para Alcindo, “cabe ao Poder Legislativo acompanhar a tramitação das medidas anunciadas, verificar os prazos e fiscalizar a efetiva recomposição das equipes, especialmente diante da necessidade estimada de novos profissionais para ampliar a oferta de atendimento odontológico na rede municipal”.

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