A Secretaria Municipal de Saúde apresentou, no Plenário da Câmara de Araraquara, em Audiência Pública na tarde de segunda-feira (28), uma prestação de contas do 2º quadrimestre deste ano — período de maio a agosto.
O evento foi mediado pelo vereador Marcão da Saúde (MDB), presidente da Comissão de Saúde e Serviços Públicos. Os números foram apresentados pelo subsecretário de Planejamento, Thiago Ferreira de Campos Silveira, pelo subsecretário de Atenção Básica, Vagner Prates, e pela subsecretária de Atenção Especializada, Celina Garrido. Em seguida, a secretária da pasta, Emanuelle Laurenti, respondeu a perguntas dos vereadores.
Até agosto, a secretaria registrou R$ 388,7 milhões em despesas liquidadas (quando a compra de produto ou serviço é concluída). A maior parte (64,07%) foi investida em assistência hospitalar e ambulatorial: R$ 249 milhões.
Entre os recursos investidos nas despesas liquidadas, R$ 239.519.535,03 são dos cofres municipais (61,61%), R$ 109.430.587,35 foram repassados pelo Governo Federal (28,15%) e R$ 39.786.782,11 foram enviados pelo Governo do Estado (10,23%).
No período analisado, Araraquara investiu 34,53% da receita corrente líquida na área da Saúde, mais que o dobro do mínimo exigido (15%) pela Constituição Federal.
Medicamentos
A Secretaria Municipal de Saúde aplicou R$ 6.292.071,01 em compra de medicamentos no 2º quadrimestre. Mesmo assim, a secretária admite que existem problemas de falta de remédios em farmácias de unidades da rede municipal.
“Realmente, é um gargalo. Muitas empresas atrasam na entrega. Então, a gente está cobrando essa notificação da empresa. Se a gente percebe que é questão de nota, a gente está priorizando essas notas. Nós estamos trabalhando para que isso não falte”, afirmou Emanuelle.
A secretária ainda mencionou que a logística também é um desafio a ser enfrentado. “Foram inaugurando unidades básicas e se criando essas farmácias das unidades. Essas farmácias têm espaço físico muito reduzido. Quando o almoxarifado vai entregar esses medicamentos, a gente não tem um estoque que dê para longos dias. Tem farmácia que, em dois ou três dias, essa medicação já vai embora. Às vezes, [o medicamento] chegou ao almoxarifado, mas até fazer a distribuição em todas as unidades, e são quase 60 unidades, essa logística também atrapalha muito. A gente está pensando em como organizar isso para que não falte para o paciente, que é o mais importante”, complementou.
Atendimentos
A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central segue na liderança dos atendimentos a pacientes: 53.416 durante o quadrimestre (média de 13.354 por mês e 445 por dia). Em seguida, estão a UPA do Valle Verde, com 36.116 atendimentos (9.029 por mês e 300 por dia), e a da Vila Xavier, com 29.543 (7.385 por mês e 246 por dia).
A Vigilância Epidemiológica registrou 76 casos confirmados de dengue no 2º quadrimestre — como comparação, foram 17.193 no acumulado do ano passado. Em relação à covid, 24 casos ocorreram durante os quatro meses analisados, com nenhum óbito.
Entre maio e agosto, houve 846 nascimentos de residentes em Araraquara e 726 óbitos registrados, o que resulta em um saldo de 120 nascimentos.
Para ver e rever
A íntegra da apresentação da Secretaria Municipal de Saúde, com todo o balanço de atendimentos e serviços da rede municipal, pode ser acompanhada na transmissão do evento pela TV Câmara, por meio do Facebook e do YouTube.
Autoridades presentes
O evento também teve presenças da vereadora Fabi Virgílio (PT) e dos vereadores Aluisio Boi (MDB), Enfermeiro Delmiran (PL), João Clemente (Progressistas) e Paulo Landim (PT), além de servidores da secretaria.



























