quarta-feira, 29, maio, 2024

Gilsamara Moura fala sobre “samba” com alunos da EMD

Artista da Dança, docente da UFBA e idealizadora da EMD: Gilsamara Moura realiza o primeiro “aulão” do ano com o tema que vem sendo desenvolvido e resultará no espetáculo da EMD

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A idealizadora da Escola Municipal de Dança Iracema Nogueira (EMD), Gilsamara Moura, esteve nesta segunda-feira (15) na escola, onde abriu os “aulões” com estudos temáticos sobre “samba”, com alunos dos períodos matutino e vespertino que já vêm realizando atividades temáticas desde o Carnaval.

A artista da Dança, que é docente da UFBA – Universidade Federal da Bahia, apresentou aos alunos da EMD o tema: “O   Samba: da diáspora baiana ao quilombo contracolonial”, já que este ano os alunos estudam o “samba” para o espetáculo de 2024 que tem o título provisório “Nas encruzilhadas do Samba”.

Vale destacar que este tema anual se insere na temática da Educação Integral, da qual a EMD é uma das unidades de ensino. Também, a escolha do tema sintoniza-se também com a relevância dada, especialmente no campo da educação, ao ensino das culturas de matriz africana e indígena.

A atividade foi direcionada aos alunos da EMD do 3º ao 6º ano, com idade entre 12 e 15 anos, mais os docentes. “Estar na EMD é sempre um presente e também uma troca muito relevante. Eu aprendo demais com as pessoas dessa escola, crianças, jovens, pessoas docentes. Vir aqui para poder encontrar essas pessoas e poder conversar sobre algo que é tão caro para nós no Brasil, que é a nossa cultura, uma cultura do samba, a cultura que é diaspórica, e também falar de conhecimentos afro-indígenas, quilombolas… isso realmente é de um privilégio da vida enorme”, destacou Gilsamara.

Segundo ela, “a gente está conversando sobre as mesmas coisas na pós-graduação, por exemplo, na universidade. Falar sobre quilombos, falar sobre reparação, falar sobre a cultura do samba, esse patrimônio incrível de resistência e de alegria é fundamental para a gente se manter vivo.”

Carlos Fonseca, diretor artístico da EMD, lembra que “reconhecendo o samba como um dos principais componentes de nossa cultura, a proposta é compreender o caminho de sua evolução, iniciando na Bahia, dando especial atenção à importância de Tia Ciata e outras mulheres da história do samba e chegando numa homenagem ao Antônio Bispo dos Santos, o Nego Bispo e todo seu pensamento contracolonial”.

Em sua abordagem, Gilsamara ressaltou a importância de Nego Bispo que faleceu no final do ano passado e deixou um legado com artigos e livros sobre a história de luta do povo negro.

“Eu tenho conversado muito com autores que são contadores de histórias tanto na universidade como em qualquer outro lugar. Então vim aqui para falar um pouquinho de Nego Bispo, esse quilombola piauiense que tem alguns livros publicados mas, principalmente, é um grande contador de histórias. Hoje destaquei principalmente um livro que eu tenho trabalhado na pós-graduação que se chama “A terra dá, a terra quer”.”

 Foto: Paulo Mantoanelli

Redação

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