quinta-feira, 29, fevereiro, 2024

Prefeitura entrega Carteirinha da Pessoa com Deficiência e Cordão do Girassol

Cadastro Morada Acessível visa facilitar a identificação e realizar um mapeamento desse público na cidade

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Nesta quinta-feira (25), a Prefeitura de Araraquara, por meio da Assessoria de Pessoas com Deficiência, que é vinculada à Coordenadoria de Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular, iniciou a entrega das Carteirinha da Pessoa com Deficiência e do Cordão do Girassol. A ação foi realizada na sede da secretaria, no Centro.

Aproximadamente 180 carteirinhas foram confeccionadas com base no Cadastro Morada Acessível, que é um registro municipal das pessoas com deficiência. Através desse programa, as pessoas cadastradas têm o direito de receber um crachá individual que identifica que ela possui uma deficiência, promovendo a inclusão, acessibilidade e garantia de seus direitos. O crachá pode agir como um lembrete visual para que todos estejam cientes da diversidade e promovam um ambiente acolhedor para todos, sendo um importante instrumento na luta contra o capacitismo.

A secretária de Saúde, Eliana Honain, que representou o prefeito Edinho na ação, destacou a importância dessa iniciativa. “A carteirinha é um instrumento muito importante para que vocês tenham seus direitos garantidos e respeitados. Isso é um grande avanço da nossa política pública porque a partir de agora, onde vocês forem, terão tratamento preferencial, sem ter que estar explicando para as pessoas porque disso e sendo muitas vezes interrogados, questionados. É um direito que vocês têm e, além do mais, a carteirinha não tem só essa função. Para nós, tem a importância muito grande de nos permitir conhecer vocês. Vamos saber onde vocês estão, quais são os problemas que vocês têm e com isso vamos poder desenvolver políticas públicas direcionadas a vocês. Hoje a Prefeitura de Araraquara se sente muito feliz”, comentou.

A coordenadora de Direitos Humanos, Renata Fattah, também destacou o caráter inclusivo da ação. “É uma política que passamos a inserir na Secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular juntamente com a Assessoria de Pessoas com Deficiência. O Cordão do Girassol é um instrumento de identificação das pessoas com deficiência, que muitas vezes não são visíveis. Podemos mencionar pessoas com transtorno neurológico, autismo ou alguma deficiência física não aparente. Esse colar ajuda na identificação, principalmente na questão de acessar os serviços públicos, entre outros lugares”, apontou.

O assessor de Políticas para Pessoas com Deficiência, Fernando Supesche, também valorizou o cadastro que vem sendo construído na cidade. “É muito importante para mapearmos as pessoas com deficiência do município de Araraquara e assim fazermos políticas públicas mais efetivas para essa população. Com isso, vamos saber quais os bairros onde estão a maioria dessas pessoas e quantas pessoas temos em cada deficiência, para podermos fazer algo mais efetivo”, assegurou.

Maria das Graças da Silva Souza, que foi buscar a carteirinha de seu filho, também enalteceu a iniciativa. “A carteirinha é muito importante para que a pessoa com deficiência possa ter prioridades em filas, em atendimentos. É uma forma de expressar para a sociedade que a deficiência existe e que é importante que todos a conheçam. É também uma garantia de direitos, pois sabemos que a pessoa com deficiência ainda está distante de ter o acesso a tudo. Não é fácil a vida da pessoa com deficiência, mas esse é o primeiro passo. Temos que lutar todos os dias”, salientou.
Carnen Chauran, que é venezuelana, também foi ao local para retirar a carteirinha do filho, Jesus Martinez. “Nós saímos do nosso país, na verdade, por causa dele, que lá não tinha nada, absolutamente nada. Conseguimos aqui em Araraquara, na Apae, o acesso a esse cuidado, graças a Deus e graças às políticas de Direitos Humanos da cidade”, agradeceu. 

Para fazer a carteirinha, a pessoa deve se dirigir à Assessoria de Políticas para Pessoas com Deficiência, que fica na própria sede da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Participação Popular, ou pelo telefone (16) 3332-7253. É preciso levar o RG, uma foto, laudo médico e um comprovante de endereço.

Redação

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