VHPress/Colaboração
Lauro Monteiro Filho, antes de embarcar por sua jornada nacional e internacional, deixou seu legado cultural em Araraquara e região. Na década de 1980, ele coordenou o setor de artes plásticas da Fundart (Fundação de Arte e Cultura de Araraquara) e presidiu a APAU (Associação dos Produtores e Artistas Unidos de Araraquara). Foi Secretário de Cultura de Araraquara em duas gestões, de 2001 a 2004 e de 2007 a 2009.
Internacionalmente, é orientador de cursos e workshops de artes visuais no Brasil e em Portugal. Como curador e participante de grandes mostras, Lauro integrou o Núcleo I – Arte Postal da XVI Bienal Internacional de São Paulo, em 1982. Entre suas curadorias de destaque estão o projeto “Coletivo Brasil” em Portugal (com exposições em Lisboa, Torres Vedras e Leiria desde 2014). Lembrando que também atuou no setor privado, trabalhando na Lupo como designer têxtil e lecionando no SENAC.
No cenário das festas literárias, é o ilustrador-master da FLISOL, a Festa Literária da Morada do Sol, realizada em sua terra natal, Araraquara, pelo Instituto Colibri, além de colaborar com a editora Casa Pagã na FLIP de 2023 a 2026.
Falando em FLIP, a Festa Literária Internacional de Paraty, cidade em que o artista está radicado há 20 anos, Lauro é presença confirmada na 24ª edição do evento. Por lá, Lauro lançará duas obras literárias na Livraria das Marés, reforçando sua forte ligação com a literatura e o território fluminense.
Essa não é a primeira vez do artista visual araraquarense na FLIP, já que em 2025 ele ele deu vida aos desenhos de “O Abraço Mais Maravilhoso do Mundo”, de Maia Costa Pigot, na FLIPINHA. O livro foi também lançado para o público araraquarense, durante a FLISOL em 2025.
Nesta edição da FLIP, o primeiro lançamento ocorre no dia 22 de julho, com a obra “Paraty entre cortes e recortes” (Editora LAB_TXTS), escrita por Lauri Cericato. O livro traz ilustrações criadas por Lauro Monteiro com o COLLAPARATY – Coletivo Colagem Paraty, grupo do qual o artista realiza a mentoria e curadoria.
Utilizando a colagem como linguagem visual, uma das especialidades de Lauro, a obra convida o leitor a um olhar atento sobre o território que se transforma. O grande destaque é a abordagem decolonial, que joga luz sobre os habitantes de Paraty, como os povos originários indígenas, comunidades tradicionais e as populações negras.
Já no dia 23 de julho, às 11h, ele lança o livro infanto-juvenil “Adoro Árvores”, da autora Aparecida Mazão. A obra propõe uma sensível reflexão: o que as árvores contariam se pudessem falar? A partir dessa premissa, o livro constrói belas narrativas sobre o tempo, a força da natureza, a luta pela sobrevivência e a sabedoria dos povos que aprenderam a viver em diálogo harmônico com o meio ambiente.
Em mais essa etapa de sua carreira, Lauro Monteiro não só agrega ainda mais à cultura, como expande seus horizontes e cria um elo entre dois grandes polos culturais, sua eterna terra natal, Araraquara, a Morada do Sol, e Paraty, a Veneza Brasileira.
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