Após a orientação do secretário de Governo para que funcionários “passassem uma vassoura ou recolhessem lixo”, o Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região (SISMAR)
buscou esclarecimentos junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT), diante da possibilidade de desvio e acúmulo de função. A fala foi feita pelo secretário Leandro Guidolin durante coletiva de imprensa na Prefeitura de Araraquara para esclarecer a situação de falta de trabalhadores da limpeza e conservação nas unidades de saúde e escolas do município, depois que a empresa Soluções orientou seus funcionários a não comparecerem a seus postos de trabalho, por falta de pagamento do contrato pela Prefeitura de Araraquara.
O Ministério Público do Trabalho abriu procedimento e deu prazo de sete dias para que a Prefeitura explique documentalmente o sentido daquela orientação.
Para o SISMAR, uma orientação feita por uma autoridade de alto escalão do governo, especialmente pelas redes sociais, pode ter um peso muito maior do que uma simples ajuda entre colegas e acabar sendo interpretada como uma ordem por alguns gestores.
O Sindicato diz entender ser fundamental esclarecer os limites das atribuições dos servidores e garantir o respeito ao artigo 37 da Constituição Federal. “Agora, vamos aguardar os esclarecimentos da Prefeitura e os próximos passos do Ministério Público do Trabalho”, diz o presidente do SISMAR, Gustavo Jacobucci.
Foto: O Imparcial




























