A Cadeia Produtiva Local do Bordado (CPL) estruturou um plano estratégico para 2026, com foco em inovação, qualificação empresarial e ampliação de mercados, em resposta às transformações no setor têxtil. Sediada em Ibitinga, cidade reconhecida como Capital Nacional do Bordado, a estrutura produtiva reúne mais de 500 empresas e forma um dos principais polos especializados em enxovais do país.
O setor gera cerca de 8 mil empregos diretos e 15 mil indiretos e movimenta cerca de R$ 800 milhões por ano. A atividade responde por 80% da economia municipal e exerce influência direta sobre a dinâmica produtiva da região central paulista. Em um cenário de ajustes na indústria têxtil brasileira, o desempenho do polo de Ibitinga passa a ter papel estratégico na manutenção da competitividade estadual.
A configuração de uma Cadeia Produtiva Local (CPL) vai além da proximidade geográfica. Trata-se de um modelo de desenvolvimento econômico que integra empresas e instituições de suporte em um mesmo setor, promovendo a especialização produtiva e a cooperação mútua. No caso de Ibitinga, o bordado atua como o eixo central de um ecossistema que integra oficinas terceirizadas, fornecedores de tecidos, logística e serviços especializados.
Este modelo de governança permite inovação conjunta e fortalecimento da marca territorial sem perder a identidade histórica do bordado, que combina tecnologia de ponta com máquinas computadorizadas de alta performance e acabamento manual realizado por artesãs e pequenas oficinas.
Em um cenário de aumento da concorrência com produtos importados e transformação no comportamento de consumo impulsionado pelo e-commerce, a CPL tem direcionado esforços para fortalecer a diferenciação por meio de design autoral, agregação de valor e modernização produtiva. Atualmente, 70% da produção é comercializada para outros estados, com destaque para Minas gerais, Rio de Janeiro e Paraná, e há presença em mercados internacionais como Estados Unidos, Paraguai e países da América Latina.
De acordo com o Grupo Gestor da CPL do Bordado, a nova etapa está voltada à consolidação da competitividade do setor: “O bordado é a nossa identidade, mas também é um ativo econômico estratégico. Nosso desafio é transformar tradição em inovação, garantindo sustentabilidade para as empresas e para toda a cadeia que depende desse segmento”.
Além da produção industrial, o setor também impulsiona o turismo de negócios. Eventos como a Feira do Bordado de Ibitinga atraem anualmente cerca de 60 mil visitantes, gerando impacto estimado de R$ 10 milhões no comércio. A CPL tem ampliado a conexão entre indústria e turismo como estratégia de fortalecimento da economia local e valorização da identidade cultural do município.
Para 2026, a Cadeia Produtiva Local projeta ampliar ações voltadas à integração entre os elos produtivos, capacitação empresarial e fortalecimento institucional, com foco em inovação, valorização da marca territorial e expansão de mercado.
A expectativa é que as iniciativas contribuam para aumento da participação em novos canais de venda, maior competitividade frente aos importados e consolidação de Ibitinga como referência nacional em enxovais bordados de alto valor agregado”, destaca o Grupo Gestor da CPL do Bordado.





























