Alessio Canonice
Sim, assaltos provocam insegurança generalizada, medo e trauma, alterando o comportamento das pessoas, que evitam transitar em locais e horários em decorrência dos assaltos do dia a dia. Sentem-se reféns do medo e perdem a tranquilidade em atividades cotidianas com o uso do celular ou esperar transporte público, impactando a vida social e econômica, além de gerar pressão por mais segurança e leis rígidas que existam, visando evitar ocorrências de todos os gêneros.
Como exemplo típico, há de se ressaltar o fato de que o medo na metrópole e roubos seguidos de morte crescem nas capitais e pioram as percepções de segurança, já que à medida que os dias se sucedem aumenta o problema enfocado e vem tomando dimensão diante dos fatos que se verificam diariamente.
Oito de cada dez brasileiros temem sofrer assalto ao verem uma moto se aproximando nas ruas ou avenidas, segundo um estudo da Datafolha divulgado recentemente sobre os assaltos incessantes que ocorrem notadamente nas capitais de todo o país.
Entre todas essas situações, ficar sozinho ou sozinha em um ponto de ônibus figura como uma das mais temidas situações, entre elas, 50% dizem sentir medo, 23% sentem algum receio e apenas 22% afirmam estar tranquilos nessa condição, porém, mesmo assim, correm o risco de uma surpresa inesperada de assalto.
Outras situações aparentemente corriqueiras também estão associadas a altos índices de assaltos, tais como parar em um semáforo com o carro, ver alguém se aproximando com uma bicicleta ou esperar um carro por aplicativo nas ruas de cada cidade brasileira.
Na sequência, 66% das mulheres relatam sentir medo ao verem uma moto se aproximando, ao mesmo tempo em que os idosos com mais de 60 anos também relatam o mesmo medo que as mulheres. Nessas condições, o índice é de 63% correspondente aos idosos, enquanto na faixa etária dos 16 a 24 anos, cai para 49% o medo de se confrontar com alguém com o intuito de assalto.
A diferença por classe social é significativa: 29% dos que ganham até dois salários mínimos dizem sentir medo, até mesmo ao frequentar um restaurante, apesar de ser considerado um ambiente seguro por muitos, porém o risco de um assalto está sempre presente em certas ocasiões.
Assalto a celulares, outra situação que vem ocorrendo diariamente e a todo instante. Ressalte-se que, entre junho de 2.025 e os dias presentes, a Polícia de São Paulo recuperou 15,9 mil aparelhos roubados ou furtados em todo o Estado, um número significativo e que está dentro desse contexto dos assaltos a celulares.
Desse total, 5,4 mil aparelhos foram devolvidos às vítimas, porém, não significa que tenha havido uma redução de assalto a celulares, muito pelo contrário, cresce de uma forma acelerada esse expediente em todos os quadrantes da Nação.
Assaltos a ônibus desde há muito se tornaram uma rotina. O quê fazer? O bom senso recomenda calma, não gritar ou fazer movimentos, além de não reagir contra o assaltante, mormente se estiver armado, no sentido de evitar consequências de natureza grave.
É certo também que vítimas de assalto dentro de ônibus têm direito a receber indenização, desde que apresente as provas, já que os passageiros são amparados pelo Código de Defesa do Consumidor, um feito que merece destaque pela importância que tem.
Assaltos provocam insegurança
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