Minha alma tem pressa

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Darcy Dantas

Contei meus anos e descobri, escreveu Mário de Andrade, que “já terei menos tempo para viver que aqueles já vividos”. Parafraseando o escritor que me alenta a alma, também já não tempo para mediocridades, nem tão pouco para egos inflamados. Não tenho tempo para conversas inúteis e frívolas, nem tampouco para administrar melindres. Não desejo saber de

pessoas que se engalfinham por seus egos, de pessoas que se debatem por rótulos. A vida corre, minha alma também tem pressa. O essencial faz a vida valer a pena. E para mim o essencial basta. Viver é uma questão de saborear a vida, assim aprendemos a viver. Resolvi, um pouco tarde eu somente caminharei ao lado de pessoas sem frivolidades, sem mesquinhez.

Que se divirtam os falsos heróis e suas acrobacias mentais. A vida escoa. Não tenho tempo para mesquinhez e injustiças, nem paciência para suportar pessoas que só amealham posições, títulos e ouro. Meu tempo é outro. Me sinto livre. Aprendi com essa lição a refletir como equacionar meu tempo, longe de um mundo de aparências, desordenado, incapaz. Cansei de festivais de ego. As almas andam pequenas. Ah, Fernando Pessoa, realmente “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. Desejo a minha alma maior recuperando, assim o tempo perdido. Minha alma anda um tanto pequenina. Ao torná-la maior haverá de caber tudo o que valha a pena, sem frivolidades, rótulos, melindres. Escreverei meus poemas, bons o que nada significam. Que ninguém os leia, apenas meu coração liberto das mediocridades de que nos rodeiam.

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