O saldo da balança comercial de Araraquara alcançou US$ 265,96 milhões entre janeiro e maio de 2026, resultado 40,1% inferior aos US$ 444,37 milhões registrados no mesmo período de 2025. Em peso líquido, entretanto, a retração foi significativamente menor: 4,2%. Os dados fazem parte de levantamento do Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara, realizado em parceria com a Unesp.
O movimento local ocorre em um cenário nacional distinto. No acumulado até maio, o Brasil registrou superávit comercial de cerca de US$ 33 bilhões, frente a US$ 24,4 bilhões no mesmo intervalo do ano passado, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Em Araraquara, o saldo foi formado por US$ 305,4 milhões em exportações e US$ 39,45 milhões em importações. Quando o resultado é observado em peso líquido, porém, a retração foi bem menor: 401,83 milhões de quilogramas, queda de 4,2% em relação aos 419,57 milhões de quilogramas de janeiro a maio de 2025. Em abril e maio deste ano, o saldo em volume superou o registrado nos mesmos meses do ano anterior.
“A diferença entre o desempenho em valor e em peso indica que o município manteve um volume comercializado próximo ao de 2025, mas obteve menor retorno financeiro por quilograma. Esse resultado pode estar relacionado à queda nos preços de determinados produtos e a oscilações na taxa de câmbio.”, avalia Maria Clara Kirsch.
A pauta exportadora do município permaneceu concentrada em preparações de produtos hortícolas, frutas e outras partes de plantas, responsáveis por 57% das vendas externas. Na sequência, aparecem óleos essenciais, produtos de perfumaria e cosméticos, com 14,6%, e açúcares e produtos de confeitaria, com 8,2%. Araraquara ocupou a 23ª posição entre os municípios exportadores do Estado de São Paulo no período. Holanda, com 33,4%, Estados Unidos, com 29,2%, e China, com 9,8%, foram os principais destinos das exportações araraquarenses. Juntos, os três mercados responderam por 72,4% do valor exportado, evidenciando a relevância desses parceiros para o desempenho local.
Nas importações, os maiores grupos foram máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos e suas partes, com 27,1%; peixes, crustáceos e moluscos, com 21,7%; e plásticos e suas obras, com 8,2%. As principais origens das compras externas foram China, com 32,4%, Vietnã, com 12,9%, e Alemanha, com 8,6%. Entre os municípios paulistas importadores, Araraquara ficou na 79ª posição.
No mesmo período de 2025, o dólar esteve em níveis mais elevados frente ao real. Esse cenário favoreceu a conversão das receitas externas em moeda nacional, efeito que foi menos intenso nos primeiros meses de 2026.

































