O Requerimento nº 1.319/2026, cuja votação foi prejudicada, tratava de uma Moção de Repúdio apresentada durante a sessão ordinária da Câmara Municipal realizada na última terça-feira (9). O documento foi assinado pelos vereadores Enfermeiro Delmiran (PL), Balda (Novo), Cristiano da Silva (PL), Dr. Lelo (Republicanos), Geani Trevisóli (PL), Michel Kary (PL) e Coronel Prado (Novo).
Na moção, os parlamentares afirmam que uma nota publicada pelo SISMAR “demonstra alinhamento a agente político específico, o que suscita preocupação quanto ao desvio de finalidade da entidade”.
No dia 3 de junho, o SISMAR publicou, em suas redes oficiais, um manifesto de repúdio em apoio à vereadora Filipa Brunelli (PT), que foi encaminhada à Comissão de Ética da Câmara após declarar, durante uma assembleia geral do sindicato, que os vereadores do Legislativo municipal estariam “todos comprados”. Na nota, a entidade sindical sustenta que a medida representa um grave ataque à liberdade de atuação parlamentar e ao próprio regime democrático.
Durante a discussão da moção, o vereador Balda (Novo) questionou a atuação do sindicato. “Para que serve o SISMAR? Para defender os servidores ou para defender vereadores?”, indagou.
Também durante o debate, o vereador Coronel Prado (Novo) criticou o posicionamento da entidade. “O uso da estrutura e da máquina do sindicato para defender vereador é ético ou não? Acho que poderíamos mudar o nome de SISMAR para SIVEMAR, Sindicato dos Vereadores de Esquerda do Município de Araraquara e Região”, afirmou.
Ao Jornal Imparcial, nesta quinta-feira (11), o presidente do SISMAR, Gustavo Jacobucci, rebateu as críticas dos vereadores e defendeu a atuação da entidade sindical. Segundo ele, a principal função do sindicato é a defesa do funcionalismo público, com foco na proteção dos trabalhadores e, consequentemente, na garantia de um serviço público de qualidade para a população.
“O SISMAR existe para defender o funcionalismo público, organizar a categoria e representá-la, especialmente em momentos importantes, como as campanhas salariais. Também cabe ao sindicato proteger os servidores de ataques infundados, independentemente de sua origem, sempre pautado pela honestidade dos fatos e pela lisura de suas ações”, afirmou.
Sobre o apoio manifestado à vereadora Filipa Brunelli, Jacobucci argumentou que o posicionamento da entidade está alinhado ao seu papel social e cidadão. Na avaliação dele, quando uma pessoa se coloca publicamente em defesa dos servidores e passa a ser alvo de ataques ou represálias, é legítimo que receba o apoio do sindicato.
“Quando alguém se soma à defesa dos servidores e, por isso, passa a sofrer ataques de setores mais fortes, entendemos que é nosso dever nos posicionar. O sindicato não atua apenas como representante da categoria, mas também exerce um papel cidadão na defesa de quem esteja sendo alvo de ataques por grupos com maior poder de influência”, declarou.
O presidente do SISMAR também afirmou que o apoio prestado à parlamentar não está relacionado ao cargo que ela ocupa, mas ao posicionamento adotado em defesa dos trabalhadores municipais.
“Qualquer pessoa que necessitar de apoio por ter se manifestado em favor de algo que consideramos justo receberá a mesma resposta do sindicato. Não se trata de ser uma vereadora, mas de alguém que se colocou publicamente em defesa da categoria que representamos. Ético é utilizar os instrumentos que temos para promover o bem e defender quem está em situação de vulnerabilidade”, concluiu.

































