Medicamentos controlados: Cloridrato de Sertralina foi a droga mais vezes entregue em Araraquara

Prefeitura informa quantitativos de entrada e saída de medicamentos controlados na rede municipal

Mais lido

Se considerada lista de benzodiazepínicos, drogas Z e antidepressivos, o cloridrato de sertralina foi, em termos absolutos, o medicamento mais vezes entregue a pacientes da rede pública de saúde de Araraquara em 2025: foram 1.592.400 comprimidos na versão de 50 miligramas.

            Na sequência, aparecem o cloridrato de fluoxetina de 20 miligramas, com 941.110 comprimidos, e o cloridrato de amitriptilina de 25 miligramas, com 853.200 comprimidos.

Os dados, disponibilizados pela Prefeitura de Araraquara, constam em resposta ao Requerimento nº 138/2026, de autoria da vereadora Fabi Virgílio (PT).

A parlamentar havia solicitado informações sobre a aquisição e a dispensação de benzodiazepínicos, drogas Z e antidepressivos na rede pública de saúde, no período de janeiro de 2025 a janeiro de 2026. Esses são produtos sujeitos a controle especial.

No documento, o Executivo apresenta os quantitativos de entradas (aquisições) e saídas (dispensações) de medicamentos constantes na Relação Municipal de Medicamentos Essenciais (Remune), especificando apresentação, dosagem e volume total no período (as informações detalhadas, incluindo os números por medicamento, estão disponibilizadas na imagem que acompanha esta matéria).

Os medicamentos listados são amitriptilina, bupropiona, clomipramina, clonazepam (comprimidos e solução oral), diazepam (5 mg e 10 mg), duloxetina, fluoxetina, imipramina, nortriptilina, sertralina e zolpidem.

Essas drogas são empregadas no tratamento de questões como depressão, ansiedade, insônia, entre outras.

Requerimento apresentado pela vereadora solicitou, além dos quantitativos, informações sobre possíveis protocolos de acompanhamento do uso de benzodiazepínicos e antidepressivos, medidas de prevenção ao abuso e à dependência, eventual desprescrição e mapeamento do perfil dos usuários. O pedido levou em conta a Lei Municipal nº 8.892/2017, que instituiu em Araraquara a Semana de Conscientização do Uso Correto de Medicamentos.

Na resposta, a Prefeitura diz que a maior parte dos detalhes não pôde ser fornecida devido a impossibilidades técnicas ou operacionais.

Ainda de acordo com o Município, não há protocolo formal para prevenção do abuso e da dependência, tampouco protocolo de desprescrição.

“Ressalta-se que, na prática psiquiátrica, as medicações em questão apresentam indicações clínicas amplas e dinâmicas, podendo um mesmo fármaco ser empregado em diferentes condições, sendo frequente o uso combinado de diversas classes terapêuticas no manejo de quadros complexos ou refratários. Essa versatilidade clínica, somada à natureza individualizada dos esquemas terapêuticos, inviabiliza a elaboração de uma lista estática que vincule patologias específicas a medicamentos e unidades de saúde no cenário operacional atual”, aponta a nota.

Isso significa que os números de medicamentos, por si só, não podem ser usados para traçar, por exemplo, panoramas sobre doenças específicas na cidade.

Também não é possível associar esses dados a um mapeamento analítico de perfil de usuários que inclua idade, unidade de saúde, tempo de uso e outros parâmetros.

Mais Artigos

Últimas Notícias