A ex-secretária municipal da Saúde Eliana Honain foi convidada para representar Araraquara na cerimônia de lançamento do Memorial da Pandemia, instalado no Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), no Rio de Janeiro, que foi reaberto depois de obras de recuperação.
Ela participou da homenagem às mais de 700 mil vítimas da covid-19 no país, também representando o ex-prefeito Edinho Silva, presidente nacional do PT.
Durante a pandemia, Eliana e Edinho lideraram o combate à disseminação da doença em Araraquara, atuando de forma decisiva para salvar vidas e destacar a cidade como referência nacional e internacional no enfrentamento ao vírus.
Foram determinantes no enfrentamento ao vírus algumas medidas implantadas por Edinho e Eliana, entre elas a criação do Hospital de Campanha que abriu leitos para o atendimento da população de Araraquara e da região, e a implantação das equipes de saúde que iam até as residências de pessoas sintomáticas ou confirmadas para testar, orientar e bloquear a cadeia de transmissão. A testagem em massa fez a diferença no controle da doença em Araraquara.
Além disso, foram adotadas ações de conscientização sobre a importância do distanciamento social e estratégias para mobilizar a população e incentivar a adesão à vacina, elevando rapidamente a cobertura da cidade para mais de 90%.
Em reconhecimento a esse trabalho, Eliana e Edinho foram convidados para a cerimônia que integrou a programação do Dia Mundial da Saúde do Governo Federal. O evento reuniu autoridades, especialistas, instituições parceiras e representantes da sociedade civil em um momento de memória, reflexão e compromisso com o futuro da saúde pública.
“Me sinto honrada em presenciar o lançamento deste Memorial da Pandemia, porque eu e Edinho sabemos o tamanho da dificuldade que enfrentamos para combater a Covid. Lutamos contra um vírus completamente desconhecido na época e contra o negacionismo. Fizemos muito para proteger a população e salvamos vidas. Essa iniciativa do Ministério da Saúde é muito importante para homenagear a memória das pessoas que foram vítimas da Covid e também para que o Brasil jamais se esqueça de valorizar a ciência e o nosso SUS”, declarou Eliana, Centro Cultural do Ministério da Saúde.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também destacou na cerimônia a relevância do memorial como resgate dos momentos de luta contra a Covid.
“O Brasil viveu uma crise sanitária e uma crise de responsabilidade pública durante a pandemia. O negacionismo custou vidas. A ciência já demonstrou que grande parte das mortes poderia ter sido evitada se tivéssemos seguido as evidências, incentivado a vacinação e protegido a população”, afirmou Padilha.
Homenagem
A homenagem às vítimas da Covid reúne diferentes espaços no memorial: uma instalação digital com os nomes das pessoas que morreram por Covid-19, um monumento, uma escultura de Darlan Rosa, criador do personagem Zé Gotinha, símbolo das campanhas de vacinação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), e um parquinho temático voltado ao público infantil, com foco na promoção da vacinação.
O Ministério da Saúde também prestou homenagem a jornalistas e veículos que atuaram na cobertura da pandemia, destacando o papel da informação de qualidade no enfrentamento à desinformação, ainda refletida na cobertura vacinal.
Também foi lançado no evento o Memorial Digital da Pandemia, portal na internet desenvolvido em parceria com o Centro de Humanidades Digitais a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS).
O acervo dará origem a uma exposição itinerante que passará por seis capitais, entre maio e janeiro de 2027, com início em Brasília e encerramento no Rio de Janeiro.
Antes disso, está prevista para junho, no CCMS, a exposição “Vida Reinventada”, com curadoria da ex-ministra da Saúde Nísia Trindade. A proposta é trazer uma leitura das respostas da sociedade à pandemia, a partir de uma articulação entre memória, ciência, arte e justiça.
E o Ministério da Saúde lançou ainda o Guia Nacional de Manejo das Condições Pós-Covid no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), em parceria com a Fiocruz. O documento traz orientações para identificar, diagnosticar e tratar sequelas persistentes da doença, conhecidas como pós-covid.
O guia substitui normativas anteriores e será usado como referência única no SUS.































